O REGRESSO DE TOMMY – 7

Resumo: depois de uma estranha série de acidentes que puseram em alvoroço a gente do circo, provocados pelo bando de um gangster com o pomposo nome de Hércules, este exige a Mr. Bingham o pagamento, todas as semanas, de uma quantia equivalente a 20% das receitas diárias… para evitar mais acidentes! Tommy e Sue, que ouviram a conversa, pedem ajuda a “Molho de Carne” e os três seguem os bandidos até ao seu “quartel-general”, num dos bairros mais sórdidos da cidade onde o circo está instalado.

Leiam um novo episódio desta famosa série ilustrada por John Lehti, com 15 tiras datadas de 2/12 a 18/12/1947, tal como saíram n’O Mosquito nºs 954 a 957, de 14/8 a 25/8/1948.

Há a apontar a repetição de uma tira no nº 956 (embora, curiosamente, com legendas diferentes) e o pormenor, que não deixa de ser também curioso, de todas terem sido publicadas a cores n’O Mosquito — o que na imprensa diária, seu local de origem, visto se destinarem ao sector mais numeroso da população, aquele que trabalhava e lia jornais, obviamente não acontecia (exceptuando as séries publicadas ao domingo).

O REGRESSO DE TOMMY – 6

Depois de descobrirem que os acidentes ocorridos no circo nada tiveram a ver com bruxedo, mas foram obra de um bando chefiado por um tal Hércules, Tommy e Sue apressam-se a pôr Mr. Bingham ao corrente das suas suspeitas. Mas o caso é mais grave ainda do que parece… porque Hércules não tarda a dar notícias.

Leiam mais um episódio desta excelente série criada por John Lehti, cujas tiras diárias, correspondentes às datas de 18/11 a 1/12 de 1947, foram publicadas n’O Mosquito nºs. 951 e 953 (Agosto de 1948). No nº 952, Tommy fez “gazeta”.

O REGRESSO DE TOMMY – 5

Uma série de insólitos acidentes, de gravidade cada vez maior, põe em alvoroço a supersticiosa gente do circo, que à falta de outra explicação os atribui a bruxedos. E quando Tommy faz uma descoberta que pode lançar nova luz sobre a causa desses acidentes, é traiçoeiramente agredido por um tipo mal encarado.

Leiam mais 12 tiras desta inesquecível série ilustrada por John Lehti, com data de 4/11 a 17/11/1947, tal como foram publicadas n’O Mosquito nºs 949 e 950, de 28 e 31/7/1948. Há a apontar, mais uma vez, a defeituosa caligrafia de algumas legendas (ver páginas a cores), cheias de erros que procurámos emendar o melhor possível.

E as aventuras de Tommy, o rapaz do circo, continuam…

O REGRESSO DE TOMMY – 4

Como um mal nunca vem só, os acidentes repetem-se, num ritmo quase diário, causando grande perturbação entre a gente do circo. Até Tommy, que não acredita muito em bruxedos, começa a ficar preocupado com a estranha série de acontecimentos, cada vez mais graves… Haverá outra explicação para o fenómeno?

Aqui têm mais 13 tiras desta magnífica série, com data de 20/10 a 3/11/1947, tal como foram publicadas n’O Mosquito nºs 943/945 e 947; no nº 946, Tommy fez “gazeta”…

O REGRESSO DE TOMMY – 3

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Iniciada no nº 938 d’O Mosquito, esta nova aventura de Tommy vai seguir um rumo diferente, abordando o espírito supersticioso da gente do circo, que acredita firmemente ser vítima de bruxedo quando uma série de estranhos acidentes começa a perturbar a vida normal da sua pequena comunidade, preocupando até Mr. Bingham, o director da companhia.

tommy-m-939-capa-468Nessa época, O Mosquito, nitidamente a atravessar uma boa fase, com grande abertura às séries americanas, publicava também o Príncipe Valente (por Hal Foster) e Necas, Tonecas, Timóteo, Leocádia & C.ª (por Knerr), criações que em 1948 estavam no auge da sua popularidade em todo o mundo.

O resto do sumário era preenchido por uma hilariante série inglesa, com desenhos de George Parlett, intitulada D. Basílio Alcoforado e Alberto, um Seu Criado, e pelos magníficos trabalhos de dois autores portugueses: E. T. Coelho, com O Caminho do Oriente e A Lei da Selva (ambos já na recta final), e José Garcês, com A Maldição Branca, história com que se despediu dos leitores d’O Mosquito.

Quanto a Tommy, o Rapaz do Circo — que continuava a ocupar lugar de destaque nas capas da revista, com legendas, por vezes, também a cores (de efeito pouco estético) —, assinale-se a sua ausência nos nºs 940 e 942, certamente por razões de paginação, além da falta de uma vinheta no nº 939, substituída pelo texto de outra história. É caso para afirmar que n’O Mosquito o texto parecia ter mais importância do que as imagens!

As tiras a seguir reproduzidas, correspondentes às datas originais de 7/10 a 18/10/1947, foram publicadas nos nºs 939, 941 e 943.

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O REGRESSO DE TOMMY – 2

Uma série de misteriosos roubos de que são vítimas alguns artistas e ajudantes do circo, põe em alvoroço os empregados de mr. Bingham, que começam a desconfiar uns dos outros. Um deles aponta mesmo como culpado uma das maiores “estrelas” do circo, Holloway, o palhaço favorito do público, revelando alguns indícios que parecem comprometê-lo.

Todos os amigos de Holloway, incluindo Tommy, acreditam na sua inocência, mas os roubos sucedem-se. Quem será o ladrão? Eis uma pergunta que ficou sem resposta n’O Mosquito, ou antes, que teve uma resposta pouco convincente, pois o episódio foi interrompido na tira com data de 21/6/1947, nunca chegando os leitores portugueses a conhecer o “verdadeiro” ladrão, supostamente alguém que não pertencia ao circo.

Logo a seguir, e no mesmo número, Tommy iniciou uma nova aventura, dando um salto para a tira de 6/10/1947. Esta lacuna ficou também sem explicação, como se as cenas suprimidas não tivessem importância. Infelizmente, não possuímos as tiras em falta n’O Mosquito, nem sabemos se terão sido publicadas noutras revistas. No Mundo de Aventuras, onde Tommy encontrou um novo “lar” depois de ter saído d’O Mosquito, não há vestígios dessas tiras, cujo desaparecimento é tão misterioso como os roubos ocorridos no circo.

Apesar deste triste percalço — outra anomalia que merece ser devidamente assinalada —, convidamos-te, leitor amigo, a ler as 11 tiras de John Lehti publicadas n’O Mosquito nºs 936 a 938, com o estranho desfecho deste episódio. O seguinte promete ser bem melhor…

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O REGRESSO DE TOMMY – 1

Tommy of the Big Top 12,jpgComo já aqui referimos, “Tommy, o Rapaz do Circo” (Tommy of the Big Top) foi uma série em tiras diárias criada por John Lehti e distribuída pelo King Features Syndicate, cuja publicação nos jornais americanos teve início em 28 de Outubro de 1946. A sua estreia em Portugal ocorreu menos de ano e meio depois, no nº 898 (31 de Janeiro de 1948) d’O Mosquito, onde alcançou assinalável êxito, fazendo companhia a outras célebres séries americanas e europeias, com destaque para o Príncipe Valente, de Harold Foster, até ao nº 1156 (22 de Julho de 1950). Já nessa altura O Mosquito se debatia com a forte concorrência do Mundo de Aventuras — lançado no ano anterior, com grande pompa, pela Agência Portuguesa de Revistas, uma empresa cujos êxitos lhe dariam um lugar de destaque no mercado —, e os direitos exclusivos das séries americanas começavam a tornar-se incomportáveis para o orçamento de Raul Correia, que depois da cisão com Cardoso Lopes ficara com o pesado encargo de continuar a publicar O Mosquito.

tommy-ma-68221Foi então a vez do Mundo de Aventuras — por iniciativa de Roussado Pinto, seu novo chefe de redacção, que já trabalhara n’O Mosquito — juntar “Tommy, o Rapaz do Circo” à extensa galeria de heróis americanos que povoavam as suas páginas. E, por coincidência, Tommy estreou-se no nº 62, da 1ª série (19 de Outubro de 1950), ao lado de dois personagens que viriam também a conquistar os favores do público: Mandrake e Tomahawk Tom, este último uma criação portuguesa, pela prolífica dupla Edgar Caygill (Roussado Pinto) e Vítor Péon.

Pouco tempo depois, em 11 de Novembro desse mesmo ano, saiu a última tira de Tommy of the Big Top (inédita no MA). Cansado da árdua rotina da tira diária (ou talvez insatisfeito com os proventos que recebia por essa tarefa), John Lehti resolveu acabar com as peripécias circenses dos seus juvenis heróis, para se dedicar a outros projectos, entre eles uma página semanal baseada em temas bíblicos, com o título Tales of the Great Book, que viria a obter êxito mais retumbante.   

E foi esse o imerecido destino de “Tommy, o Rapaz do Circo”, uma história diferente, cheia de ternura, emoção e peripécias divertidas, que, apesar da sua curta carreira, conquistou o coração dos leitores, jovens e adultos, nos anos 1940 e 1950, mostrando por dentro o maravilhoso mundo do circo, onde a aventura, a acção, o drama e o perigo também estavam presentes, de forma amena e realista.

TOMMY - 155 A 159 copyNos episódios que já anteriormente publicámos, Tommy fazia a sua iniciação na vida do circo como um simples ajudante de Harrison (mais conhecido pela alcunha de “Molho de Carne”), personagem a um tempo simpática e caricata, que tinha o hábito de pregar partidas aos seus colegas, por vezes com maus resultados … mas que Mr. Bingham, o patrão do circo, mantinha no seu posto de trabalho, perdoando-lhe todas as leviandades. Além disso, quando tocava a armar zaragata, sobretudo com elementos de circos rivais que não primavam pelos bons modos nem pela honestidade, Harrison “Molho de Carne” era sempre o primeiro a dar o exemplo, livrando-se tão expeditamente dos seus adversários que até Tommy o seguia sem receio, procurando imitar as suas proezas. Foi assim que os dois, com a ajuda de uma bailarina de outra companhia, conseguiram libertar a sua amiga Sue, raptada pelo famigerado bando de Carney Calson, um meliante sem escrúpulos que se dedicava ao roubo e à chantagem sob a falsa aparência de empresário de circo.     

Tommy of the Big Top 11,jpgPosto isto, as aventuras de Tommy continuam na grande pista coberta (the big top), onde renascem todas as noites o esplendor, o riso, a emoção, o brilho e a magia do “maior espectáculo do mundo”. Recordamos que, no último episódio, Tommy fez a sua estreia na pista do circo, participando no desfile dos artistas, montado num pacífico camelo, mas com tanto azar que escorregou do dorso do animal e quase ia estragando o seu “número”. Valeu-lhe a oportuna intervenção de Holloway, o palhaço de serviço, e da sua mula amestrada, que transformaram o acidente numa cena de hilariante comicidade. Agora, Tommy, convidado por mr. Bingham (que gostou tanto do improvisado “número” como o público), tem uma nova carreira à sua frente…

Leiam seguidamente mais um episódio desta magnífica série, correspondente às tiras diárias com data de 23 de Maio a 9 de Junho de 1947, publicadas n’O Mosquito nºs 933/935 (2 a 9 de Junho de 1948). Uma  nota de rodapé para lamentarmos que a má impressão de alguns números e o mau papel que O Mosquito tinha nessa época não nos permita obter melhores resultados na digitalização deste material.