MAIS UM ANIVERSÁRIO!

 Enquanto a memória d’O Mosquito perdurar no espírito de todos nós, continuarão acesas as velas de aniversário que celebram o legado que nos deixou, nas suas milhares de páginas e nas inolvidáveis aventuras (mas não só) que acalentaram a nossa fantasia! Muito obrigado a todos, amigos, por nos acompanharem nesta jornada revivalista desde 2014!

Nota: ilustração (apetitosa como sempre!) de Catherine Labey.

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“O MOSQUITO” FAZ HOJE ANOS!

Em comemoração do aniversário da 1ª série d’O Mosquito, que hoje se celebra — 82 anos! —, vai realizar-se no próximo sábado, dia 20 de Janeiro, o tradicional encontro dos “mosquiteiros”, no mesmo restaurante, em Lisboa, onde teve lugar o ano passado, com a presença de quase seis dezenas de pessoas.

Quanto a nós, neste dia festivo, 14 de Janeiro de 2018, erguemos a nossa taça e brindamos ao imorredoiro O Mosquito, que continua a povoar a memória nostálgica de muitos dos seus antigos leitores — também já na casa dos setentas e dos oitentas! —, envolvendo-os ainda com o suave perfume da infância e com o sonho de milhares de aventuras vividas num mundo de fantasia!

IMAGENS DO GRANDE CONVÍVIO D’O MOSQUITO – 2

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Segundo informação de última hora do seu principal organizador, Leonardo De Sá — que se desdobrou em contactos, conseguindo que este ano comparecessem ao almoço quase seis dezenas de convivas —, estiveram presentes nesta tertúlia, realizada em Lisboa, no passado dia 14 de Janeiro (este ano coincidente com a data de nascimento d’O Mosquito), os seguintes “mosquiteiros”, acompanhados, alguns deles, pelas esposas e outros familiares:

Alexandre Correia Gonçalves e Maria da Graça (mãe), Américo Coelho, António Amaral e Fernanda (esposa), António Isidro,  António Martinó Coutinho, António Milhano, Armando Lopes, Baptista Mendes, Carlos Costa, Carlos Gonçalves e Maria da Glória (esposa), Carlos Moreno, Carlos Pessoa, Catherine Labey, Clara Botelho, Diamantino Bravo e Maria Caeiro (esposa), Fernando Cardoso, Geraldes Lino, Guilherme Valente, Helder Jotta, João Reis, João Vidigal e Dolores (esposa), Joaquim Talhé, Joel Lima, Jorge Machado Dias, Jorge Magalhães, Jorge Silva, José Boldt, José Coelho, José Manuel Vilela, José Pires, José Ruy, Leonardo De Sá, Luciano Neves, Luís Monteiro, Luís Simões, Luís Valadas, Manuel Valente, Maria Augusta Gandra Medenha, Mário Correia, Monique Roque, Natania Nogueira, Paulo Cambraia, Paulo Duarte, Pedro Bouça, Rui Batarda, Rui Domingues, Vítor da Silva (e esposa), Zé Manel, Duarte (filho) e Isabel (esposa).

Aqui ficam, para memória futura, mais algumas fotos deste convívio, enviadas por António Martinó, a quem se deve também o vídeo que apresentamos no final deste post, com imagens que bem ilustram o talento de Luís Simões, jovem desenhador que abraçou uma carreira de globetrotter e urban sketcher e já percorreu quase meio mundo.

Reproduzimos também, com a devida vénia, o texto de António Martinó que acompanhou o referido vídeo, ambos patentes no seu excelente blogue Largo dos Correios.

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Dois Artistas

por António Martinó

Quando dois homens do desenho se encontram… Foi no almoço comemorativo dos 81 anos d’O Mosquito, carismático jornal de BD, que José Ruy conheceu Luís Simões. Um ilustrador dos quadradinhos encontrou um traveler illustrator e isso, para além da natural partilha recíproca da amizade, deu no episódio aqui narrado. Foi na tarde do dia 14 de Janeiro de 2017, em Lisboa.
Para conhecer José Ruy basta procurar entre o melhor da nossa banda desenhada nas últimas décadas; quanto a  Luís Simões ele está em World Sketching Tour… e também a percorrer e a desenhar o Mundo. Um e outro valem bem a pena!

 

IMAGENS DO GRANDE CONVÍVIO D’O MOSQUITO – 1

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Conforme anunciámos em devido tempo, realizou-se no passado dia 14 de Janeiro (coincidindo, desta feita, com a data de nascimento d’O Mosquito), o almoço comemorativo do seu 81º aniversário, que reuniu um número recorde de convivas, perto de seis dezenas, num ambiente de festiva camaradagem, como é da praxe, onde não faltaram muitas das presenças habituais, com destaque para os organizadores deste convívio, Leonardo De Sá e mestre José Ruy (um dos mais antigos colaboradores d’O Mosquito, memória viva de um passado glorioso), e outros membros da ilustre grei da 9ª Arte portuguesa.

Eis algumas dessas presenças com quem tivemos contacto mais directo: Baptista Mendes, Zé Manel, José Pires, António Martinó, Mário Correia, Catherine Labey, Monique Roque, Carlos Gonçalves, Geraldes Lino, Guilherme Valente, Jorge Silva, José Boldt, Machado-Dias, Carlos Pessoa, Helder Jotta, Joel Lima, Paulo Cambraia, António Amaral, Américo Coelho, Paulo Duarte, Fernando Cardoso, José Vilela, Joaquim Talhé, Carlos Moreno, Carlos Costa, Luís Valadas, Pedro Bouça, Natania Nogueira, Alexandre Gonçalves, Diamantino Bravo, alguns dos quais acompanhados pelas respectivas esposas e outros familiares.

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A lista é longa e aguardamos que o principal organizador do evento nos envie a relação completa dos convivas presentes para a publicarmos.  

Infelizmente, este ano o almoço decorreu noutro local, devido ao encerramento do Restaurante Pessoa, onde o tradicional repasto da tertúlia O Mosquito se realizou durante os últimos 10 anos (ou perto disso), com geral agrado  dos “mosquiteiros”. Embora bastante mais espaçoso, o Restaurante Sabor Mineiro, localizado na Av. José Malhoa (perto da Praça de Espanha), não possui as características adequadas a um convívio deste género, por ter um ambiente ruidoso (mais próprio de casamentos e baptizados), onde a intimidade se perdeu, com os convivas dispersos por mesas muito distantes umas das outras.

Além disso, como aconteceu connosco, o assédio dos fotógrafos profissionais que nos queriam à viva força “impingir” os seus trabalhos, fazendo uma cara de aborrecimento se os recusávamos, acabou por ser uma das recordações menos agradáveis deste almoço. Enfim, estavam a exercer o seu mester e no direito, portanto, de nos importunarem, porque trabalho é trabalho… mas foi uma “surpresa” com que não contávamos.

Por obséquio do nosso Amigo António Martinó de Azevedo Coutinho (na foto supra, com a historiadora brasileira Natania Nogueira), a quem se deve uma completa reportagem fotográfica deste convívio, apresentamos seguidamente mais algumas das imagens que nos enviou, fazendo votos para que perdurem na memória dos “mosquiteiros” que mais uma vez se reuniram para festejar o aniversário e render homenagem à mais carismática revista portuguesa de histórias aos quadradinhos (como se dizia e escrevia noutros tempos).

A António Martinó, a expressão do nosso reconhecimento e da nossa grande estima.

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Por último, queremos também salientar a presença (pela primeira vez nesta tertúlia) do jovem desenhador Luís Simões, um autêntico globetrotter que já percorreu meio mundo, usando o seu talento artístico para fixar, com inegável mestria, em belíssimos apontamentos de cores e traços impressionistas, que enchem alguns cadernos, as imagens mais exóticas e deslumbrantes dos locais por onde jornadeou.

A ele se deve um magnífico retrato de mestre José Ruy (sentado na mesma mesa), que esboçou diante de nós, com rapidez e perfeição, quase sem levantar os olhos do papel. Talentos assim são raros e merecem todo o apoio de quem de direito (isto é, dos jornalistas, dos editores e de outras entidades culturais), no país onde nasceu.

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Luís Simões faz parte da comunidade dos urban sketchers, espalhada por vários continentes, e viaja sozinho, sem apoios profissionais, a não ser os desses amigos desconhecidos (desenhadores, também) que lhe servem de temporários hospedeiros e de guias turísticos nos países que parecem atrair como um íman o seu espírito irrequieto e a sua ilimitada sede de aventuras e de descobertas, com que expande uma vocação artística que não deseja confinar-se às meras rotinas de uma obscura carreira entre quatro paredes. 

O 1º ANIVERSÁRIO D’O MOSQUITO

mosquito-52-capa-289Nascido em 14 de Janeiro de 1936, com oito páginas (e apenas duas delas a cores, a capa e a contracapa), modesto no seu aspecto e quiçá nas suas ambições, O Mosquito foi, no entanto, o jornal dessa época que mais cativou os leitores infanto-juvenis, destronando toda a concorrência ao conquistar o valioso ceptro de “semanário infantil português de maior tiragem”, pois oferecia no seu sumário emoção, aventura e fantasia a rodos, pelo traço de excelentes artistas estrangeiros (como Walter Booth, Reg Perrott, José Cabrero Arnal, Arturo Moreno e outros), e pela sugestiva prosa de um talentoso escritor, o seu director literário e editor Raul Correia, cuja veia poética rivalizava com a de novelista, sob o carinhoso, lírico e enigmático heterónimo de Avozinho.

Com estes trunfos, aliados ao saber e à experiência nas artes gráficas de António Cardoso Lopes Jr. (o outro fundador e director d’O Mosquito, mais conhecido pelo seu nome artístico, Tiotónio, autor da famosa dupla Zé Pacóvio e Grilinho), o pequeno “insecto” de papel voou cada vez mais alto, acabando por perder de vista os seus competidores, que no final dessa década já estavam reduzidos a uma pequena hoste, de que faziam parte O Senhor Doutor e O Papagaio, de aspecto mais vistoso mas menos aptos a conquistar o coração dos leitores.

Em homenagem ao glorioso voo d’O Mosquito, que por “ares e ventos” chegou ao mais alto pódio da BD portuguesa, recordamos o editorial do nº 52, de 7 de Janeiro de 1937, publicado na secção de correspondência, uma das mais apreciadas pelos leitores, onde o estro literário de Raul Correia brilhava tanto como o de humorista. Foi dessa forma que O Mosquito celebrou a passagem do seu 1º ano de vida (uma semana antes da data oficial de nasci- mento), modestamente como era lema dos dois homens simples que o tinham criado.

ALMOÇO-CONVÍVIO DOS 81 ANOS D’O MOSQUITO

Mosquito na Biblioteca Nacional 1 e 4

Cartaz da exposição dedicada ao 80º aniversário d’O Mosquito (Biblioteca Nacional, 2016).

Organizado como habitualmente, nos últimos anos, por Leonardo De Sá, realiza-se no próximo sábado, dia 14 de Janeiro, num restaurante lisboeta, o já tradicional almoço comemorativo do aniversário d’O Mosquito, o mais emblemático título da BD portuguesa, cujos leitores e admiradores continuam a ser numerosos e unidos pelo mesmo espírito de camaradagem que levou à formação da primeira tertúlia de “mosquiteiros”, em Janeiro de 1986 (como noticiou, com destaque, a imprensa da época), não perdendo, por isso, a ocasião de festejar este aniversário simbólico de uma revista cuja 1ª série se extinguiu há mais de seis décadas.
Mosquito 50 anos - Diário popular 486

Notícia publicada no vespertino Diário Popular, em 15/1/1986.

Por feliz coincidência, este almoço-convívio decorrerá, como há 31 anos, no mesmo dia que assinala a data oficial de nascimento d’O Mosquito: 14 de Janeiro de 1936.