QUADRICULOGRAFIA PORTUGUESA ILUSTRADA DE EDUARDO TEIXEIRA COELHO – 1

E T Coelho quadricolografia capa 351Conforme já tivemos oportunidade de informar, o nº 142 do Boletim do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), destinado exclusivamente aos seus sócios, publicou um artigo da autoria de Carlos Bandeira Pinheiro e Jorge Magalhães, com uma extensa quadriculografia de Eduardo Teixeira Coelho, relativa à sua colaboração n’O Mosquito e noutras publicações portuguesas.

Este trabalho foi originalmente dado à estampa num suplemento da revista Biblioteca nºs 1 e 2, editada pela Câmara Municipal de Lisboa em Dezembro de 1998, e por ser um dos mais completos publicados até essa data, decidimos também apresentá-lo no nosso blogue, em três partes — partilhando, assim, com os internautas que nos visitam (incluindo aqueles que ainda não se fizeram sócios do CPBD), um útil acervo de informações sobre a valiosa e prolífica obra do magnífico Artista que ficou conhecido, na história da BD portuguesa, pelo epíteto de “poeta da linha”.

Nota: sobre a parte dos livros ilustrados (1.5. Anexo), tencionamos apresentar, neste e noutros blogues da nossa “Loja de Papel”, a continuação de uma resenha que há muitos anos começámos a elaborar e que ainda não está completa.

E T Coelho quadriculografia - 1 352

E T Coelho quadriculografia - 2 353

E T Coelho quadriculografia - 3 354

E T Coelho quadriculografia - 4 355

E T Coelho quadriculografia - 5 356

Advertisements

NOTAS DE 30 ANOS DE BANDA DESENHADA – 6

roussado-pinto-foto-aNas “Notas de 30 Anos de Banda Desenhada” publicadas no Jornal do Cuto, desde o nº 110, de 10/9/1975, Roussado Pinto deixou-nos um testemunho vivo e pitoresco da sua profunda ligação ao jornalismo juvenil e às histórias aos quadradinhos, mormente quando passou pela redacção d’O Mosquito, onde teve o privilégio de conviver com a “fina flor” dos seus colaboradores: António Cardoso Lopes (Tiotónio), Raul Correia, E.T. Coelho, José Padinha, Jayme Cortez, José Garcês e outros.

Evocar o seu nome significa, inevitavelmente, recordar também os pseudónimos que o celebrizaram, como os de Edgar Caygill e Ross Pynn. Usou-os em muitas obras, de maior ou menor importância e simbolismo na sua carreira, não porque quisesse passar, à força, por um escritor estrangeiro — imitando outros autores de novelas de aventuras —, mas porque sabia, com a sua profunda intuição literária, que esses nomes possuíam uma carga onírica que não se desvaneceria com o tempo, dando-lhe assim uma espécie de passaporte para a imortalidade.

Colecção Oeste 14Como já referimos noutra altura, esse fenómeno de transfiguração não “matou” a identidade do criador — antes pelo contrário, tornou-a indissociável dos seus nomes fictícios, fundindo-os num mesmo corpus literário, que nenhum dos seus leitores desconhecia. A fama e a forte personalidade do autor operaram automaticamente (e voluntariamente) essa osmose.

Continuando a homenagear a sua memória, ligada também, indelevelmente, à d’O Mosquito (de que foi um dos mais fiéis e entusiásticos propagandistas, sobretudo nos anos 70), apresentamos outra das suas “Notas”, reproduzida do Jornal do Cuto nº 113, de 1/10!1975.

Notas de 30 anos de BD - 6

ALEXANDRE HERCULANO E EÇA DE QUEIROZ NA BANDA DESENHADA (por Luiz Beira)

Completando a informação já publicada n’O Voo d’O Mosquito sobre as exposições patentes no Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), desde 30 de Abril p.p. — e que versam o tema Alexandre Herculano e Eça de Queiroz na Banda Desenhada, numa digna parceria com a Câmara Municipal de Moura e o Gicav (de Viseu) —, apresentamos em seguida duas breves monografias alusivas, da autoria de Luiz Beira, um dos comissários (e autor principal) dessas mostras, cujo acervo reúne algumas notáveis criações de desenhadores portugueses e brasileiros inspiradas na obra de dois dos maiores vultos da nossa Literatura.

ALEXANDRE HERCULANO

Alexandre HerculanoAlexandre Herculano (1810-1877)

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, nascido em Lisboa a 28 de Março de 1810 e falecido na sua Quinta de Vale de Lobos (Santarém) a 18 de Setembro de 1877, foi (e é) um dos maiores vultos da cultura de Portugal. A 6 de Novembro de 1888, os seus restos mortais foram transladados para a Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos.

Escritor, poeta, político, historiador, jornalista, dramaturgo e ensaísta, notoriamente anti-clerical, combateu (tal como Almeida Garrett) sob o comando de D. Pedro IV, pela libertação nacional do absolutismo de D. Miguel I.

Alexandre Herculano (busto)Chegou a ser deputado e foi preceptor do futuro rei D. Pedro V. Tal como Garrett, é um dos escritores que introduz o Romantismo na literatura portuguesa. Por sua vez, também introduziu a historiografia científica em Portugal, donde as suas magníficas e volumosas obras “História de Portugal”, “História da Origem e Estabe- lecimento da Inquisição em Portugal” e a compilação de “Portugalie Monumenta Historica”.

A 1 de Maio de 1867, casou com Mariana Hermínia de Meira, de quem não houve descendência. É neste ano que, farto da podridão política e do ambiente da sociedade lisboeta, se retira para a sua quinta em Vale de Lobos (Azóia de Baixo, Santarém), onde, embora continuando a escrever, se dedica essencialmente à agricultura e à produção do famoso “Azeite Herculano”.

Escreveu Poesia (“A Harpa do Crente” e “Poesias”), Teatro (“O Fronteiro de África” e “Os Infantes de Ceuta”), Romance (“O Pároco da Aldeia” e “O Galego”) e notáveis romances históricos (“O Bobo”, “Eurico, o Presbítero”, “O Monge de Cister” e “Lendas e Narrativas”).

“O Bobo” foi, até agora, o único texto seu adaptado (mediocremente) ao Cinema, em 1987, por José Álvaro Morais. Em 2011, em data  colada (2010) ao segundo centenário do seu nascimento, Moura e Viseu organizaram, em conjunto, uma exposição evocativa versando as adaptações dos seus textos à 9.ª Arte.

É precisamente a Banda Desenhada que bem o tem honrado, a saber:

Bobo 2 e 3

“O BOBO”, uma adaptação de José Ruy, numa primeira versão publicada no “Cavaleiro Andante” (1956), com legendas didascálicas, teve uma segunda versão publicada em álbum, três décadas depois, completamente redesenhada e já com a inclusão de balões: “O BOBO”, por José Ruy (“Editorial Notícias”, 1986).

“A ABÓBADA” foi adaptada por Fernando Bento para o “Cavaleiro Andante”, em 1955. A revista “Anim’arte”, com o patrocínio do Gicav (Viseu), republicou recentemente esta obra, sob a forma de separata.

HERCULANO triptico 1

 José Batista (Jobat) adaptou também “A Abóbada”, mas sob o título “O Voto de Afonso Domingues” (“Mundo de Aventuras”, 1958). No início dos anos 80, Eduardo Homem e Victor Mesquita criaram uma terceira versão, publicada a duas cores no extinto jornal “Kalkitos” (1980), mas que ficou incompleta.

“A MORTE DO LIDADOR” é das obras de Herculano que mais vezes foi adaptada à banda desenhada. O primeiro autor a fazê-lo foi Eduardo Teixeira Coelho (“O Mosquito”, 1950).

triptico 2

Seguiu-se a versão de José Garcês (“O Falcão”, 1ª. série, 1960). Baptista Mendes também adaptou esta narrativa (embora com o título “O Último Combate”) na revista “Camarada”, 2ª série (1965), assim como José Pires, que publicou, em 1987, no “Tintin” belga, uma versão a cores. Anos mais tarde, recoloriu e retocou essas pranchas para serem publicadas no semanário “Alentejo Popular”, de Beja, 2011.

triptico 3

De “EURICO, O PRESBÍTERO” temos uma notável adaptação de José Garcês, publicada na revista “Modas & Bordados”, nos anos de 1955-56. Foi mais tarde reeditada em álbum pelas Edições Futura, na “Antologia da BD Portuguesa” (1983).

“A DAMA PÉ-DE-CABRA” é outra obra de Herculano que tem despertado o interesse dos autores portugueses. Tal é o caso de José Garcês na revista “Tintin” (1980),  de Jorge Magalhães e Augusto Trigo (que incluíram esta versão numa excelente colecção de álbuns editados pela Asa – “Lendas de Portugal em Banda Desenhada”, 2.º volume, 1989 – que, lamentavelmente, não passou do terceiro tomo), e de José Pires, que chegou a apresentar um projecto às Edições Lombard para publicar esta narrativa, infelizmente recusado pela editora belga. O texto ficaria a cargo do argumentista Benoit Despas.

triptico 4

“O MONGE DE CISTER”, pelo brasileiro Eduardo Barbosa, é a única adaptação à BD – que saibamos – de uma obra de Herculano realizada por um autor estrangeiro.  Foi publicada na revista “Edição Maravilhosa” nº 80 (1954), com capa de António Euzébio.

triptico 5

José Antunes adaptou para o “Camarada”, 2ª série (1961) “O CASTELO DE FARIA”, embora com o título “Nuno Gonçalves”, história mais tarde reeditada no n.º 5 dos “Cadernos Moura BD” que lhe foi dedicado, em 2004. Por sua vez, Carlos Baptista Mendes publicou no “Jornal do Exército” (1976) uma biografia de Alexandre Herculano, em duas pranchas.

triptico 6

Por fim, deixamos aqui referência a uma pequena biografia de Alexandre Herculano, com texto e desenhos de José Ruy, cujo propósito seria o de ser incluída numa reedição do álbum “O Bobo”. O projeto, contudo, não passou da fase de esboço. 

Não faltam, pois, belas seduções, ao menos pela facilidade ilustrativa da Banda Desenhada, para que se conheça, sobretudo da parte das novas gerações, a beleza e o vigor da obra de Alexandre Herculano.

(Agradecemos a Baptista Mendes, José Ruy, José Pires, Carlos Gonçalves e Jorge Magalhães por nos terem facultado algumas das imagens que ilustram este texto).

EÇA DE QUEIROZ

Eça de Queirós (1871)Eça de Queiroz (1845 – 1900)

Escritor mundialmente conhecido, traduzido e lido, muitas vezes tão inteligentemente mordaz, José Maria Eça de Queiroz nasceu a 25 de Novembro de 1845, na Póvoa de Varzim, e faleceu aos 54 anos, em Paris, a 16 de Agosto de 1900. Romancista, cronista e poeta, teve cargos políticos, como o de embaixador no Brasil, Cuba e Inglaterra. Algumas das suas obras têm sido adaptadas ao Cinema, ao Teatro e à Televisão, mormente em Portugal, Brasil e México. E pela Banda Desenhada? Pois, pela admirável 9.ª Arte, aqui vai “tudo” o que conseguimos apurar:

O grande mestre português Eduardo Teixeira Coelho (que, muitas vezes, assinou apenas como ETC as iniciais do seu nome), foi o que mais adaptou textos de Eça: “A Aia”, “A Torre de D. Ramires”, “O Defunto”, “O Suave Milagre”, “O Tesouro” e “São Cristóvam” (esta, para nossa tristeza, ficou incompleta). As completas foram também editadas no Brasil, com capas do também nosso e saudoso Jayme Cortez.

triptico 1

Para além destas versões estreadas na revista “O Mosquito”, algumas foram reeditadas em álbum pela Futura e pela Vega. Com edição da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, foi editado o álbum “O Defunto”, com grafismo de José Morim.

Também em Portugal, Joaquim Oliveira Ribeiro arrojou-se (e bem) a adaptar “O Primo Basílio” (que ainda não terminou, por razões de saúde), e Eugénio Silva, mal terminou a biografia de “José do Telhado”, logo encetou a adaptação do conto queiroziano “A Perfeição”.

O chinês e a cobra

Ainda em Portugal, José Manuel Saraiva adaptou o conto “Singularidades de uma Rapariga Loira” e Baptista Mendes, em duas pranchas, desenhou “O Chinês e a Cobra” (texto extraído de “Cartas Familiares”), que foram publicadas no “Jornal do Exército”,  em 1979.

É do Brasil que nos chegam exemplos de outros textos de Eça de Queiroz na BD, às vezes conotados com a Argentina e a Itália. Assim, temos: “A Relíquia” (Ed. Conrad), numa espantosa e ousada adaptação, com o grafismo de Francisco Marcatti, e “O Tesouro” (não publicado, existindo apenas na Internet), por Luiz Marcelo

Nos anos 50, a revista brasileira de Banda Desenhada “Romance Ilustrado”, editou no n.º 6  “A Ilustre Casa de Ramires”, que supomos seja do italiano (ou italo-brasileiro) C. Raineri. Outra glória que nos chegou de além-Atlântico, é a muito interessante versão de “O Mandarim” publicada no n.º 1 da brasileira “Revista Ilustrada”, em 1956, com grafismo do argentino Enrique Vieytes  e capa do falecido ilustrador brasileiro Aylton Thomaz.

E pronto, já são muitos, belos e emotivos exemplos em que a Banda Desenhada honrou o nosso grande e atento escritor.

(Registamos aqui o nosso agradecimento sincero a quem nos apoiou nesta pesquisa: Dr. Juarez Antonio Leoni (Brasil), Drª. Armanda Patrício (irmã de Joaquim Ribeiro), Carlos Gonçalves, Jorge Magalhães, José Manuel Vilela, Leonardo De Sá, Baptista Mendes e Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Muito e muito obrigado).

Nota: Ao agradecermos a colaboração prestada pelo Clube Português de Banda Desenhada ao nosso blogue, queremos sublinhar, mais uma vez, as várias iniciativas em que o nome d’O Mosquito tem estado em foco — relacionadas com a comemoração do seu 80º aniversário — e a meritória tarefa em que o CPBD, apesar dos seus ainda escassos recursos financeiros, se tem empenhado activamente nos últimos meses, desde a mudança da sua sede para a Amadora e a actualização dos seus estatutos, agora mais conformes com os ambiciosos projectos que já começou a pôr em prática nesta renovada fase da sua existência, prestes a completar quatro décadas ao serviço da BD, da cultura e da juventude portuguesas.

DUAS NOVAS E INTERESSANTES EXPOSIÇÕES NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA – 2

IMG_3994 (800x600)

Como tínhamos prometido, aqui ficam mais algumas fotos das duas exposições patentes desde 30 de Abril p.p. (data da sua inauguração), na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), aberta ao público todos os sábados, das 14h00 às 18h30, e que poderão ser vistas até ao final deste mês.

Estas fotos foram-nos enviadas pelo nosso bom amigo e colega da blogosfera (criador do excelente blog Largo dos Correios), Professor António Martinó, a quem voltamos a agradecer a colaboração e generosidade sempre manifestadas no momento oportuno. Bem haja, amigo Martinó! 

IMG_4049 e 4051

IMG_3995 (800x600)

IMG_3996 (800x600)

IMG_3997 (800x600)

IMG_3998 (800x600)

IMG_3999 (800x600)

IMG_4000 (800x600)

IMG_4001 (800x600)

IMG_4002 (800x600)

IMG_4003 (800x600)

Nesta reportagem, feita antes da inauguração oficial, podem apreciar-se com mais nitidez (ampliando as imagens até à sua extensão máxima) os painéis das referidas exposições, dedicadas ao tema Eça de Queiroz e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, cuja apresentação honra a parceria entre o CPBD e o GICAV. Aliás, as duas mostras estiveram também patentes em Moura, onde teve início o seu périplo, e em Viseu. Nelas figuram trabalhos de vários autores portugueses e brasileiros, baseados em obras dos dois grandes escritores do século XIX — entre os quais se destacam, naturalmente, as magníficas pranchas de Eduardo Teixeira Coelho (ETC), publicadas n’O Mosquito entre 1950 e 1953.

IMG_4004 (800x600)

IMG_4006 (800x600)

IMG_4007 (800x600)

IMG_4008 (800x600)

IMG_4009 (800x600)

IMG_4010 (800x600)

IMG_4012 (800x600)

IMG_4045 (800x600)

IMG_4047 (800x600)

IMG_4048 (800x600)

IMG_4052 (800x600)

IMG_4053 (800x600)

Eis seguidamente a relação dos trabalhos expostos e respectivos autores artísticos e literários. Recordamos que estas exposições foram comissariadas por Carlos Rico e Luiz Beira, que nessa qualidade presidiram à cerimónia de inauguração realizada na sede do CPBD no final de Abril, conforme já noticiámos.

ALEXANDRE HERCULANO

A Morte do Lidador” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
A Abóbada” – por Victor Mesquita/A Abóbada” – por Fernando Bento
O Monge de Cister” – por Eduardo Barbosa (brasileiro)
O Voto de Afonso Domingues” – por Jobat (José Baptista)
Eurico o Presbítero” – por José Garcês
Nuno Gonçalves”  – por José Antunes
O Último Combate” – por Baptista Mendes
Alexandre Herculano” (biografia) – por Baptista Mendes
Alexandre Herculano” (biografia) – por José Ruy
O Bobo” – por José Ruy
A Morte do Lidador” – por José Pires/”A Morte do Lidador” – por José Garcês
A Dama Pé-de-Cabra” – por José Pires/A Dama Pé-de-Cabra” – por Augusto Trigo, adaptação literária de Jorge Magalhães

EÇA DE QUEIROZ

A Ilustre Casa de Ramires” – por C. Raineri (brasileiro)
A Torre de D. Ramires” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
A Aia” –  por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
S. Cristóvam” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
O Suave Milagre” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
O Defunto” – por José Morim/”O Defunto” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
José Matias” – por José Manuel Saraiva
A Relíquia” – por Francisco Marcatti (brasileiro)
O Primo Basílio” – por Joaquim Ribeiro (obra inédita)
Os Maias” – por Jorge Machado-Dias (obra inédita)
O Mandarim” – por Vreytes (brasileiro)
Eça de Queirós” (biografia) – por Baptista Mendes
O Chinês e a Cobra” – por Baptista Mendes
A Perfeição” – por Eugénio Silva (obra inédita)
“O Tesouro” – por Luís Marcelo (brasileiro)/”O Tesouro” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC

 

DUAS NOVAS E INTERESSANTES EXPOSIÇÕES NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA – 1

IMG_2677

Como anunciámos em devido tempo, foram inauguradas, no passado dia 30 de Abril, duas novas exposições na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), alusivas ao tema Eça de Queirós e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, com a presença dos seus dois comissários, Carlos Rico e Luiz Beira, de directores e de vários sócios, simpatizantes e colaboradores do Clube. Como oradores intervieram Carlos Rico, Luiz Beira e Pedro Mota, presidente da direcção recentemente eleita.

Estas exposições são fruto de uma parceria entre o CPBD, o Município de Moura (que foi o seu primeiro organizador) e o GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), que tomou também a iniciativa de levá-las ao público da sua cidade. Montadas em grandes painéis e divididas por autores que adaptaram de forma criativa algumas obras dos dois grandes vultos da literatura portuguesa do século XIX, as mostras abrangem várias épocas e várias publicações carismáticas, desde O MosquitoModas & Bordados, O FalcãoMundo de Aventuras e Cavaleiro Andante ao Tintin (português e belga) e até revistas brasileiras, sem olvidar as versões que foram publicadas em álbuns ou que permanecem ainda inéditas.

Apresentamos seguidamente uma breve reportagem dessa informal cerimónia, graças aos préstimos do nosso amigo Dâmaso Afonso, diligente repórter fotográfico a quem, uma vez mais, agradecemos a amável e valiosa colaboração.

IMG_2671

IMG_2673

IMG_2674

IMG_2675

IMG_2676

IMG_2678

IMG_2682

IMG_2683

IMG_2684

IMG_2685

CANTINHO DE UM POETA – 21

Cantinho de um poeta 21 286

Eis um dos mais sugestivos poemas de Raul Correia que já apresentámos nesta rubrica, repassado da mesma pungente saudade e melancolia, e da mesma perfeita beleza, que tornaram inesquecíveis para toda uma geração os versos do Avozinho.

A lírica inspiração, a métrica rigorosa, o domínio dos temas e das emoções, mesmo quando parecem extravasar a própria forma, o tom íntimo e lamentoso e triste, mas também expansivo e alegre noutros momentos em que deixou o humor fluir a par das rimas mais sentidas, são as principais qualidades de um poeta que já se julgava fora do seu tempo, mesmo quando fazia versos que eram lidos e decorados com autêntica devoção pelos fiéis admiradores do mítico Avozinho d‘O Mosquito.

Ilustrado como habitualmente por José Batista (Jobat), este poema apareceu no Jornal do Cuto nº 76, de 16/12/1972, onde se anunciava a saída de um livro de Raul Correia intitulado “Meus Versos… Maus Versos” (!), assim que Jobat acabasse a capa.