QUADRICULOGRAFIA PORTUGUESA ILUSTRADA DE EDUARDO TEIXEIRA COELHO – 2

E T Coelho quadricolografia capa 351Apresentamos seguidamente as págs. VI-XI de um artigo da autoria de Carlos Bandeira Pinheiro e Jorge Magalhães, com uma extensa quadriculo- grafia de Eduardo Teixeira Coelho, relativa à sua colaboração n’O Mosquito e noutras publicações portuguesas de histórias aos quadradinhos.

Este trabalho, como já referimos, foi originalmente dado à estampa num suplemento da revista Biblioteca nºs 1 e 2, editada pela Câmara Municipal de Lisboa em Dezembro de 1998; e por ser um dos mais completos publicados até essa data, decidimos divulgá-lo também neste espaço — partilhando, assim, com os internautas que nos visitam um útil acervo de informações sobre a valiosa e prolífica obra do magnífico Artista que ficou conhecido, na história da BD portuguesa, pelo epíteto de “poeta da linha”.

Nota: sobre a parte dos livros ilustrados (1.5. Anexo), tencionamos apresentar, neste e noutros blogues da nossa “Loja de Papel”, a continuação de uma resenha que há muitos anos começámos a elaborar e que ainda não está completa.

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PRIMEIRA EXPOSIÇÃO DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA NA BEDETECA DA AMADORA

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Em Outubro de 1982, terminava a revista Tintin portuguesa, que desde 1968 marcou gerações de leitores. No momento em que a banda desenhada em Portugal fez a transição dos jornais e revistas para os álbuns, destacaram-se as obras da autoria de Augusto Trigo e Jorge Magalhães [cujo imaginário foi acalentado, na infância, pelas histórias d’O Mosquito].

“A Moura Cassima”, terceiro título da colecção Lendas de Portugal em Banda Desenhada, foi o primeiro álbum distinguido na Amadora com o prémio para o melhor álbum português de banda desenhada, em 1992. Dez anos antes, o Clube Português de Banda Desenhada distinguia os dois autores com o Troféu O Mosquito, reconhecendo Jorge Magalhães como Melhor Argumentista do Ano de 1981 e Augusto Trigo como Revelação do Ano de 1981.

35 anos depois desse 1981 que revelava Trigo, num ano em que Magalhães completa 40 anos de actividade como argumentista, justifica-se uma exposição da histórica dupla, na cidade que ainda distinguiria os dois autores com o mais prestigiado prémio da BD portuguesa, o Troféu Honra (Jorge Magalhães em 1999, e Augusto Trigo em 2000).

A exposição, presente na Bedeteca da Amadora a partir de 23 de Junho, parte dos muitos originais que Augusto Trigo doou ao Município da Amadora e que estão no edifício da Biblioteca Municipal, onde funciona a Bedeteca.

Para além da apreciação da notável técnica individual que distingue cada um dos dois autores, a mostra permitirá abordar a temática do trabalho em colaboração entre argumentista e desenhador, e observar a forma de abordagem a diferentes géneros que se afirmaram na banda desenhada.

Trata-se da primeira colaboração do Clube Português de Banda Desenhada com a Bedeteca da Amadora, permitindo ao município associar-se à celebração do 40.º aniversário do Clube, e permitindo ao Clube concretizar uma apresentação com outras possibilidades ao nível do requinte de forma, susceptíveis até de atrair a malta jovem, como diria o Machado-Dias.

Sobretudo, permite-se à banda desenhada portuguesa reconhecer e homenagear o trabalho em colaboração de dois autores fundamentais na sua história recente.

CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

Os principais álbuns de Trigo & Magalhães:

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Excalibur, a Espada Mágica
– O Anel Mágico (Meribérica)
Lendas de Portugal em Banda Desenhada
– A Lenda do rei Rodrigo / A Moura Encantada (Asa)
– A Lenda de Gaia / A Dama Pé-de-Cabra (Asa)
– A Moura Cassima (Asa)
Luz do Oriente (Futura)
Ranger
– A Vingança do Elefante (Meribérica)
Wakantanka
– O Bisonte Negro (Edinter)
– O Povo Serpente (Meribérica)

OS REIS DO RISO D’O MOSQUITO – 3

FOSQUINHAS (2) – por ILBERINO DOS SANTOS

Aqui têm mais peripécias do Fosquinhas, o sujeito mais distraído e mais patusco do mundo, nascido da imaginação “delirante” e do traço linear, mas efusivo, de Ilberino dos Santos, que foi colaborador d’O Mosquito apenas durante breves períodos.

Mas tanto bastou para se destacar entre outros mestres da BD humorística, não só pela graciosidade do estilo como pela eficácia da linguagem icónica, em páginas que dispensavam formalmente o texto. 

As histórias apresentadas neste post e no anterior (ver aqui) são de 1946 e 1947.

Mosquito - Fosquinhas 1

Mosquito - Fosquinhas 3

CANTINHO DE UM POETA – 22

Cantinho de um poeta - 23

Junho é o mês tradicionalmente dedicado aos festejos dos Santos populares e, por isso, o poema que hoje preenche este cantinho tem também um recendente aroma (que quase podemos sentir) a cravos e a manjericos — ou não fosse Raul Correia um caloroso entusiasta das festas alfacinhas em honra de Santo António, às quais consagrou muitas quadras que lhe valeram meritórias distinções atribuídas pelos júris de vários concursos em que o seu estro poético brilhou a grande altura, como o do saudoso Avozinho de outros tempos n’O Mosquito.

Estes viçosos versos, que são quase a outra face de um poeta cuja lira terna e delicada encantou a juventude, foram publicados no nº 51 do Jornal do Cuto (21 de Junho de 1972), com uma ilustração a preceito de Jobat (José Batista)