O REGRESSO DE TOMMY – 8

Como vimos no episódio anterior, Tommy e os seus amigos Sue e “Molho de Carne” conseguiram descobrir o antro dos bandidos que têm o circo sob ameaça, extorquindo dinheiro todas as semanas a Mr. Bingham. Mas o pequeno grupo de “detectives” — a que se juntou Bal, o equilibrista — foi avistado pela quadrilha quando batia em retirada e, na corajosa tentativa de proteger a fuga dos companheiros, “Molho de Carne” acabou por cair nas mãos de Hércules. Este tem agora mais um trunfo para continuar o seu plano de extorsão, sem receio da polícia…

Leiam mais um episódio desta célebre série ilustrada por John Lehti, cujas tiras diárias, correspondentes às datas de 19/12/1947 a 3/1/1948, foram publicadas n’O Mosquito nºs 958 a 961, de 28 de Agosto a 8 de Setembro de 1948.

Nesta fase do popular bissemanário, alternando séries inglesas, americanas e espanholas com um novo trabalho de E.T. Coelho (Lobo Cinzento), a harmonia estética era prejudicada pela caligrafia irregular das legendas inseridas nos balões, defeito que se notava sempre que Tiotónio decidia encarregar um dos seus ajudantes dessa tarefa. Só quando O Mosquito mudou de oficinas (por razões que não vêm agora ao caso), as legendas de Tommy, o Rapaz do Circo e de outras histórias deixaram de ser feitas manualmente.

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SECÇÃO DOS SÁBIOS – 1

No seu nº 5, de 4/8/1971, o Jornal do Cuto começou a apresentar uma curiosa rubrica intitulada Secção dos Sábios — que era, como muitas das histórias que ilustravam as suas páginas, oriunda também d’O Mosquito, o mítico jornal infanto-juvenil a que Roussado Pinto, director/editor do Jornal do Cuto, ficara também ligado por laços profissionais (pois trabalhou na sua redacção em 1947/48), e de profunda amizade e camaradagem com os seus dois directores e fundadores: António Cardoso Lopes Jr. (Tiotónio) e Raul Correia.

seccao-dos-sabios-mosquito-361-491O que distinguia a Secção dos Sábios de outras rubricas de curiosidades eram os magníficos desenhos de E.T. Coelho, um jovem artista fora de série que começara a colaborar n’O Mosquito (e na Colecção de Aventuras) em meados de 1942, não tardando a renovar por completo o aspecto gráfico do jornal com as suas exuberantes ilustrações para cabeçalhos, capas, contos e vinhetas decorativas de toda a espécie.

Graças ao contributo deste valioso elemento, cujo estilo dinâmico e harmonioso nunca parou de evoluir, atingindo em pouco tempo um grau de inaudita perfeição, O Mosquito transfor- mou-se na revista infanto-juvenil mais lida do seu tempo, sobretudo ao passar a publicar-se duas vezes por semana (desde o nº 361).

A par das capas e dos contos recheados de ilustrações de grande beleza e efeito estético, E.T. Coelho ocupou-se também, com evidente prazer, de pequenas rubricas de curiosidades, ora intituladas Coisas do Arco da Velha e Coisas e Loisas ou Curiosidades de Todos os Tempos e Curiosidades de Todo o Mundo, que mais tarde substituiu pela Secção dos Sábios, abordando com a mesma perícia e erudição os mais variados e bizarros assuntos. Aqui têm um dos primeiros exemplos desse artístico e primoroso labor, extraído do nº 362 (12 de Dezembro de 1942).

Os textos, com um “sabor” também especial, que valorizavam ainda mais a rubrica, eram de Raul Correia, talentoso escritor e poeta que tinha o raro condão, como E.T. Coelho, de transformar em preciosidades todas as suas criações, inclusive os poemas e os textos que assinava com o pseudónimo de Avozinho.

Por obra destes dois pilares d’O Mosquito, a Secção dos Sábios tornou-se uma das mais memoráveis rubricas da “série de ouro”, que assinalou entre 1943 e 1946 a fulgurante evolução da trajectória artística de E.T. Coelho e de outros autores de primeiro plano como Jesús Blasco, Jayme Cortez, Vítor Péon e Emilio Freixas.

Extraídas dos nºs 437 e 438 d’O Mosquito (Setembro de 1943), eis duas magníficas páginas que o Jornal do Cuto publicou nos seus nºs 21 e 26, de 24/11 e 29/12/1971, com a Secção dos Sábios que tanto divertira (e instruíra), três décadas antes, os leitores d’O Mosquito.

O 1º ANIVERSÁRIO D’O MOSQUITO

mosquito-52-capa-289Nascido em 14 de Janeiro de 1936, com oito páginas (e apenas duas delas a cores, a capa e a contracapa), modesto no seu aspecto e quiçá nas suas ambições, O Mosquito foi, no entanto, o jornal dessa época que mais cativou os leitores infanto-juvenis, destronando toda a concorrência ao conquistar o valioso ceptro de “semanário infantil português de maior tiragem”, pois oferecia no seu sumário emoção, aventura e fantasia a rodos, pelo traço de excelentes artistas estrangeiros (como Walter Booth, Reg Perrott, José Cabrero Arnal, Arturo Moreno e outros), e pela sugestiva prosa de um talentoso escritor, o seu director literário e editor Raul Correia, cuja veia poética rivalizava com a de novelista, sob o carinhoso, lírico e enigmático heterónimo de Avozinho.

Com estes trunfos, aliados ao saber e à experiência nas artes gráficas de António Cardoso Lopes Jr. (o outro fundador e director d’O Mosquito, mais conhecido pelo seu nome artístico, Tiotónio, autor da famosa dupla Zé Pacóvio e Grilinho), o pequeno “insecto” de papel voou cada vez mais alto, acabando por perder de vista os seus competidores, que no final dessa década já estavam reduzidos a uma pequena hoste, de que faziam parte O Senhor Doutor e O Papagaio, de aspecto mais vistoso mas menos aptos a conquistar o coração dos leitores.

Em homenagem ao glorioso voo d’O Mosquito, que por “ares e ventos” chegou ao mais alto pódio da BD portuguesa, recordamos o editorial do nº 52, de 7 de Janeiro de 1937, publicado na secção de correspondência, uma das mais apreciadas pelos leitores, onde o estro literário de Raul Correia brilhava tanto como o de humorista. Foi dessa forma que O Mosquito celebrou a passagem do seu 1º ano de vida (uma semana antes da data oficial de nasci- mento), modestamente como era lema dos dois homens simples que o tinham criado.

CURIOSIDADES E ANOMALIAS – 5

mosquito-62Aqui têm outro exemplo das trocas e erros de numeração que ocorriam com alguma frequência n’O Mosquito dos tempos heróicos, quando a sua tiragem não parava de crescer, na razão directa da popularidade conquis- tada, desde o primeiro número, entre o entusiástico público infanto-juvenil.

Embora fosse o principal responsável pela direcção gráfica e artística do jornal, António Cardoso Lopes (Tiotónio) não podia atender a tudo, sobretudo na época em que O Mosquito ainda não tinha oficinas próprias. Mas mesmo depois disso, embora a quali- dade de impressão tivesse melhorado bastante, os erros numéricos não acabaram, para arrelia dos tipógrafos e confusão dos leitores, sobretudo dos que já pensavam em coleccionar a revista.

Até Novembro de 1939, como já referimos noutro post desta rubrica, O Mosquito era impresso numa primitiva máquina da Litografia Castro, sita na Travessa das Pedras Negras, em Lisboa (onde funcionava também, para efeitos legais, a sua redacção e administração provisória) —, máquina essa que, aliás, mosquito-62-bisjá não era a mesma que tinha dado à estampa os seus primeiros números, com uma tiragem que orçava entre os 5.000 e os 7.500 exemplares semanais. Mas essa tiragem não tardou muito a atingir o dobro, obrigando a gráfica a utilizar outra máquina maior e mais rápida para não agravar os repetidos atrasos na periodicidade d’O Mosquito (que era, então, distribuído pela Empresa Nacional de Publicidade).

Admira-nos, por isso, que o erro que se detecta entre os nºs 62 e 63, aqui reproduzidos — com capas ilustradas pelo grande artista espanhol Arturo Moreno —, não tivesse acontecido mais cedo. A “gralha”, desta vez, foi apenas de numeração, estando as datas correctas. O que não serve de aviso para os coleccionadores, antigos e actuais, sobretudo para os menos atentos a estes pormenores, que correm o risco de omitir nas suas listas dois nºs 62, ficando assim sempre à espera que lhes apareça um nº 63 que, em teoria, não existe. Pelo menos, até alguém demonstrar o contrário, exibindo um exemplar correctamente datado e numerado… que poderá valer, para os interessados, o seu “peso em ouro”.

CUTO, HERÓI DE UMA GERAÇÃO – 1

JESÚS BLASCO, O PAI DE CUTO

unnamedEm 2 de Fevereiro de 2009, o jornal “O Louletano”, editado em Loulé e ao  serviço, durante muitos anos, daquela ridente região algarvia, começou a publicar na sua rubrica 9ª Arte, excelentemente dirigida pelo saudoso José Batista (Jobat) — a cuja obra artística O Gato Alfarrabista tem prestado significativas e merecidas homenagens —, uma série de artigos em que evocava a memória de outro grande autor de BD, o mestre catalão Jesús Blasco, e a figura de um dos seus maiores personagens, que ainda hoje perdura no imaginário de muitos leitores que acompanharam as suas aventuras n’O Mosquito e no semanário espanhol Chicos, onde Jesús Blasco se confirmou como um dos grandes valores da moderna historieta, na esteira dos mestres americanos que tanto admirava.

alejandro-blasco-nos-anos-40Esse herói que nasceu modestamente nos tebeos do país vizinho, em páginas de cariz cómico, mas não tardou a tornar-se um dos mais célebres em toda a Península Ibérica, chamava-se Cuto, nome inspirado na alcunha familiar de um dos irmãos de Jesús Blasco, o azougado Alejandro, que também se dedicaria com talento às histórias aos quadradinhos, seguindo as pisadas do primogénito, por quem todos no clã Blasco nutriam uma devoção sem limites. Claro que fisicamente Alejandro não era nada parecido com Cuto, nem sequer tinha o mesmo espírito aventureiro, mas para a história e a lenda dos tebeos ficou para sempre como o seu modelo inspirador. Curiosamente, Cuto surgiu pela primeira vez numa publicação chamada Boliche, cujo título já quase caiu no esquecimento, associado a uma pandilha de garotos travessos. Cuto, Gurripato y Camarilla era o nome (intraduzível em português) dessa série, que teve relativo sucesso nas páginas do Boliche.

Cuto (Boliche)Aliás, foi só noutra revista de popularidade e prestígio muito maiores (nascida em plena Guerra Civil espanhola) que Jesús Blasco encontrou terreno propício para ressuscitar o seu herói humorístico, dando-lhe traços menos caricaturais e dotando-o de uma personalidade tão intrépida e irrequieta que caiu imedia- tamente no goto dos leitores. O êxito e a fama do novo herói do Chicos propa- garam-se como faísca num rastilho,  não tardando a atrair as atenções dos editores de uma revista que em Portugal gozava também de grande popularidade junto do público juvenil: O Mosquito.

Todo esse extraordinário trajecto de Cuto — bem como da fulgurante carreira de Jesús Blasco, que transpôs fronteiras, grangeando um renome crescente em muitos mercados europeus e americanos —, está narrado nos artigos (da autoria de José Antunes e Jorge Magalhães) que hoje começamos a apresentar, extraídos das páginas d’O Louletano onde se inseria a rubrica 9ª Arte, publicada como o resto do jornal a preto e branco.

Gafanhoto nº 10Tal facto era bastante lamentado por José Batista, que tinha plena consciência da desvalorização que sofriam com esse tratamento tipográfico imagens e histórias que tinham sido previamente publicadas a cores.

Por esse motivo, iremos também reproduzir, em simultâneo, as páginas da história “Cuto em Nápoles”, originalmente dada à estampa num almanaque do Chicos (1948) e estreada em Portugal n’O Gafanhoto (1949), revista com que António Cardoso Lopes (Tiotónio) procurou colmatar uma lacuna, depois da sua saída d’O Mosquito.

(Nota: a título de curiosidade, informamos que a versão de “Cuto em Nápoles” que surgiu na 9ª Arte é oriunda do Almanaque O Mosquito 1985, publicado em finais do ano anterior pela Editorial Futura, responsável por aquela que foi a última “reencarnação” da famosa revista criada em 14 de Janeiro de 1936 por Cardoso Lopes  e Raul Correia).

Ao apresentarmos estes artigos, extraídos de um jornal regional que provavelmente muitos dos bedéfilos que nos acompanham nunca leram, queremos recordar a figura de um mítico personagem dos quadradinhos, autêntico herói de uma ou mais gerações, e também prestar homenagem à memória do seu genial criador e de outros grandes artistas, como José Batista e José Antunes, que, ainda muito jovens, foram fortemente influenciados pelas obras que admiravam, com um olhar extasiado, nas páginas encantatórias d’O Mosquito.

Blasco, o pai de Cuto - 1

Blasco, o pai de Cuto - 2

Blasco, o pai de Cuto - 3

Blasco, o pai de Cuto - 4

Cuto em Nápoles 1 e 2 copy

Cuto em Nápoles 3 e 4

MAIS UM ANIVERSÁRIO!

Com estes singelos versos do Avozinho (aka Raul Correia), publicados no nº 313, de 8 de Janeiro de 1942 (um ano cheio de promessas e de novidades para os leitores d’O Mosquito), celebramos também a passagem de mais um aniversário deste blogue — não o sexto, mas o segundo —, assegurando categoricamente aos nossos visitantes e amigos que não baixaremos também os braços, enquanto pudermos, na grata missão de recordar e homenagear o nome (e os criadores) de uma das revistas mais carismáticas — e, sem dúvida, a mais popular — dos anais da BD portuguesa.

Mosquito saudaObrigado a todos que nos acompanharam assiduamente durante esta jornada, que se cifrou até ao momento por um total de 186 posts e mais de 12.500 visualizações, com reportagens, noticiários, efemérides e outros temas de abrangente interesse relacionados com a memória e a lenda sempre vivas d’O Mosquito.

E a aventura continua, nas asas trepidantes do sonho, da emoção e da fantasia, capazes de nos transportar, hoje como há muitas décadas, ao mundo mágico das histórias aos quadradinhos… a que deram vida, nas icónicas páginas d’O Mosquito, autores tão inspirados como António Cardoso Lopes, Cabrero Arnal, Arturo Moreno, Reg Perrott, Walter Booth, Roy Wilson, Percy Cocking, John Jukes, E.T. Coelho, Vítor Péon, Jayme Cortez, Servais Tiago, Emilio Freixas, Jesús Blasco, Alejandro Blasco, Adriano Blasco, Puigmiquel, Carlos Roca, José Garcês, José Ruy, John Lehti, Hal Foster, Harold Knerr e muitos, muitos outros.

Como diria o Avozinho, é uma alegria reviver convosco, amigos, o tempo que passa e os esplendores antigos de um jornal que ainda não perdeu a graça!    

CURIOSIDADES & ANOMALIAS – 2

A grande tiragem d’O Mosquito — que nos anos 40, depois de passar a bissemanário, chegou a atingir 30.000 exemplares por número! — impunha a realização de turnos nas oficinas e a utilização de várias chapas de impressão, nas quais, por vezes, os erros (sempre inevitáveis) só eram detectados quando a máquina, a grande impressora Rolland de “offset”, já estava em pleno funcionamento, “carburando” a toda a velocidade (pois imprimia mais de 7.000 cópias por hora!). Eis a sua vetusta imagem, reproduzida do Jornal do Cuto nº 22, de 1 de Dezembro de 1971, com nota à margem de Roussado Pinto.

Máquina Rolland 262

Havia sempre, porém, a possibilidade de emendar esses erros, rasurando as próprias chapas, desde que não fosse demasiado tarde, isto é, antes da máquina acabar a sua tarefa. Alguns dos erros mais insólitos (e que ficaram para memória futura, pois parcialmente já não tinham remédio) dizem respeito à numeração e às datas de certas capas que ainda ostentam os elementos da edição anterior. Como por exemplo, a do nº 407, impressa em muitos exemplares (talvez mais de metade da tiragem) com o nº 406 e com a data respectiva, embora os temas das duas capas sejam muito diferentes.

Verificado o erro por algum impressor mais atento, ou pelo próprio Tiotónio (António Cardoso Lopes), que era quem geralmente manuseava a preparação das chapas, foi ainda possível corrigi-lo num bom número de exemplares, pois já apareceram revistas com a sequência devidamente alterada. E uma delas, reproduzida a seguir neste post, ao lado da sua congénere, faz parte afortunadamente da minha colecção.

Mosquito 406 B e 407

Claro que para os editores d’O Mosquito seria um grande prejuízo se tivessem de destruir todos os exemplares mal numerados. Por isso, acabavam sempre por distribui-los mesmo com essa anomalia, em que muitos leitores, garotos ainda da escola primária, nem sequer reparavam. Aliás, nesses tempos, quantos é que já possuíam o vício de coleccionadores?

O Mosquito era lido num ápice e passava de mão em mão, entre miúdos do mesmo bairro e colegas da mesma escola, indo parar, depois de manuseado por muitos e entusiásticos admiradores do Capitão Meia-Noite, do Cuto e do Serafim e Malacueco, às prateleiras de alguma estante ou a uma caixa guardada num sótão onde o pó e as teias de aranha não tardariam a cobri-la. E na pior das hipóteses ficaria esquecido no chão, arrastado pelo vento e pisado por quem passava. Ou seria vendido ao desbarato, como outros papéis velhos, condenado, depois de tantas aventuras e glórias, ao tristonho destino de embrulhar castanhas assadas (“quentes e boas”), quando chegasse o Inverno!…

Mosquito 406 259Mas como a tiragem era grande, quase desco- munal para um jornal infantil, foram muitos também os exemplares que se salvaram. Mesmo aqueles em que há duas capas diferentes com números e datas iguais (para estabelecer a confusão entre os coleccionadores mal informa- dos). No caso que hoje trazemos à tona a capa do 407 era, como habitualmente, de E. T. Coelho, ilustrando uma cena da novela “Sunyana, o Rebelde”, escrita por Robert Bess (aliás, Roberto Ferreira, novelista que também usava o anagrama de Rofer); mas a do 406, também de E.T. Coelho, dizia respeito ao famoso Capitão Meia-Noite, herói de uma magnífica série desenhada pelo veterano mestre inglês Walter Booth, cuja segunda parte se estreara pouco antes, no nº 403 da revista.

Durante a sua existência, O Mosquito foi vítima de outras anomalias deste género, embora não seja fácil descobrir todos os números em que aconteceram repetições semelhantes (ou se chegaram a ser emendados). Pela nossa parte, a pesquisa continua…