“O MOSQUITO” RECOMEÇA A VOAR

Mosquito saudaA decisão de criar outro blogue teve de ser maduramente ponderada, mas impunha-se a cada dia que passava porque estávamos a ficar sem espaço no Gato Alfarrabista e isso ao fim, apenas, de ano e meio de existência!

Por outro lado, essa falta de espaço, aliada à falta de tempo, obrigou-nos a descurar progressivamente um dos principais objectivos que nos tinham norteado quando nos aba- lançámos, sem qualquer experiência, à grande aventura de criar um blogue de banda desenhada: o de divulgarmos e prestarmos homenagem, dentro dos nossos meios, aptidões e conhecimentos, à mais carismática revista de BD portuguesa, aquela cujo nome ainda hoje ressoa saudosamente no espírito de muitos dos seus antigos leitores (uma elite de cujo “clube” também fizemos parte).

Essa grata tarefa impõe-se-nos novamente, com a força de um ideal, lembrando-nos o tempo em que, numa cúmplice aliança com o saudoso Dr. Chaves Ferreira, director da Editorial Futura, tentámos reviver as míticas tradições do cinquentenário O Mosquito, ao lançarmos no mercado a sua 5ª série, que teria quase a duração de dois anos, entre Abril de 1984 e Janeiro de 1986 — uma espécie de “recorde”, comparativamente às suas anteriores, e mais modestas, “reincarnações”.

Mosquito cantaEm linhas gerais, fica feita, portanto, como é da praxe, a apresentação do Voo d’O Mosquito, um novo blogue que será maioritariamente dedicado ao seu ilustre e régio patrono, assim como aos nostálgicos (no bom sentido lúdico) da época que o viu nascer e tornar-se uma das melhores revistas da “idade de ouro” da BD portuguesa.

Para já, aqui ficam os primeiros posts que transitam do Gato Alfarrabista, todos englobados neste tema comum, que esperamos continue a ser do agrado dos nossos fiéis leitores. E que aos novos visitantes desperte a curiosidade e o interesse por um título mítico (e mágico) que ainda não se apagou da memória de várias gerações.