FANZINES DE JOSÉ PIRES (MAIO 2017)

Continuando a manter uma regularidade e uma periodicidade sem falhas, José Pires lançou este mês mais três volumes das séries que tem actualmente em publicação, com destaque para Terry e os Piratas, a obra-prima de Milton Caniff, cuja reedição integral abrangerá 25 números do FandClassics, cada um deles com mais de 70 páginas. O preço, no entanto, não varia, fixando-se nos 10 euros.

Recordamos que esta série se estreou em Portugal n’O Mosquito (1952), quando era desenhada por George Wunder e tinha ainda grande popularidade. Mais tarde apareceu também no Mundo de Aventuras, com o título Trovão e os Piratas. Nessa fase, a citada revista “nacionalizou” o nome de  muitos dos seus heróis, para os harmonizar com as disposições da censura oficial.

Este mês, surgiu também mais um número do Fandaventuras (o primeiro fanzine criado por José Pires, ainda nos anos 1990, de parceria com Jorge Magalhães e Catherine Labey), que continua a reeditar episódios de outra excelente série inglesa, também estreada n’O Mosquito (1950) e largamente difundida em Portugal nos anos seguintes: Garth, criação de Steve Dowling e Don Freeman, com posterior assistência de John Allard nos desenhos e de James Edgar nos argumentos.

O episódio “O Navio Fantasma” foi ilustrado a solo por John Allard (cuja assinatura pode ver-se nalgumas tiras) e é oriundo do Mundo de Aventuras nº 139 (2ª série), de 27/5/1976. José Pires reeditou-o, agora, num formato maior, de mais fácil leitura do que as tiras de jornais, e com texto totalmente revisto e relegendado.

Quando Steve Dowling se aposentou, depois de ter desenhado a série durante 25 anos, Allard assegurou a sua continuidade, até ser substituído em 1971, no episódio “Sundance – A Dança do Sol”, por um desenhador infinitamente mais dotado: Frank Bellamy (que em breve surgirá também nesta colecção, com esse episódio inicial).

Estes fanzines estão à venda na Loja de José Manuel Vilela, Calçada do Duque, 19-A, 1200-155, Lisboa, mas podem também ser encomendados ao editor, por quem não morar na capital, bastando escrever para o e-mail gussy.pires@sapo.pt

“TERRY E OS PIRATAS” – UMA SÉRIE INESQUECÍVEL REEDITADA POR JOSÉ PIRES

Imparável, cheio de energia e de uma regularidade impressionante, na sua actividade de faneditor, José Pires lançou este mês mais dois números dos seus excelentes fanzines Fandclassics e Fandwestern, o primeiro dedicado, na fase actual, à famosa série Terry e os Piratas, criada pelo mestre Milton Caniff em 1934, e que neste fanzine irá ter reprodução integral, dividida por 24 volumes, com 70 páginas cada.

Um esforço digno de apreço, tanto mais que se trata do melhor período desta série, quase inédito no nosso país, e que José Pires conta divulgar no espaço de dois anos!

Quanto ao Fandwestern, fanzine mais antigo e de prestigiosas tradições, publica neste número outro episódio da série fetiche de José Pires: Matt Marriott, a inolvidável criação de Tony Weare (desenhos) e James Edgar (argumento), estreada entre nós no Mundo de Aventuras, em finais dos anos 1950, com o nome de Calidano, o Justiceiro.

Recorde-se que Terry e os Piratas teve estreia em Portugal n’O Mosquito nº 1313 (1952) — mas já na fase desenhada por George Wunder —, continuando em publicação até ao seu último número (1412). Outros episódios com a assinatura do mesmo desenhador surgiram também no Leão (suplemento do semanário Titã) e no Mundo de Aventuras; mas onde a série teve mais impacto foi efectivamente n’O Mosquito.

A capa que a seguir apresentamos é da autoria de José Ruy.

E. T. COELHO E A PÁSCOA

Com esta ilustração da autoria de E.T. Coelho — cujo traço é perfeitamente reconhecível, apesar de estar longe da perfeição a que habituara os leitores d’O Mosquito —, O Pimpão, efémera revista juvenil criada em 18/10/1955, assinalou a Páscoa de 1956 e a sua penúltima semana de vida, pois extinguiu-se, para não mais ressuscitar, ao fim de 18 números.

Mas teve o mérito de publicar nas suas páginas, sob a direcção de Maria D. Nascimento da Silva, histórias ilustradas por artistas europeus de excelente craveira, como Calvo (Coquin e os Seus Amigos da Floresta), Jean Cézard (Yak, Caçador de Leões), Rino Albertarelli (Traição no Alto Mar), Harry Farrugia (Memórias do Inspector James), Patrick Nicolle (Os Cavaleiros da Távola Redonda), Mike Western (John Silveira, Piloto) e outros.

Foi também n’O Pimpão que Raul Correia (sob a capa do Avozinho) regressou, por breves semanas, às lides da literatura juvenil, depois de se ter despedido dos seus fiéis leitores em Fevereiro de 1953, no último número d’O Mosquito. E só ressuscitaria pela segunda vez — para ser alvo, como E.T. Coelho, Jesús Blasco e Vítor Péon, de merecida homenagem —, quando Roussado Pinto lançou o Jornal do Cuto, 15 anos depois.

O BOLETIM DO CPBD CONTINUA EM PUBLICAÇÃO

O Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) acaba de editar o nº 143 do seu Boletim, com data de Fevereiro de 2017, um dos fanzines mais antigos em publicação, não só em Portugal como em toda a Europa, e que pela sua qualidade e longevidade merece ombrear com os melhores (como, aliás, tem sido realçado por vários especialistas).

Neste número, dedicado ao Titã — uma revista de BD dos anos 1950, editada pela Fomento de Publicações em moldes inovadores, mas que não teve o sucesso esperado, devido à forte concorrência do Cavaleiro Andante e do Mundo de Aventuras —, destaca-se um excelente artigo sobre este tema, da autoria de Ricardo Leite Pinto, sobrinho do saudoso Roussado Pinto, incontornável pioneiro da “época de ouro” da BD portuguesa, que no Titã exerceu as funções de novelista/argumentista, redactor principal e, a breve trecho, director, depois de ter saído do Mundo de Aventuras e da Agência Portuguesa de Revistas.

No Titã colaboraram também alguns desenhadores portugueses, já nessa época com largo e invejável currículo, como Vítor Péon, José Garcês e José Ruy, devendo-se a Péon e ao seu traço dinâmico a capa do 1º número e a história “Circos em Luta”, cujo herói, criado por Edgar (Roussado Pinto) Caygill, se chamava nem mais nem menos… Titã!

Completa este número um artigo de Carlos Gonçalves sobre a magnífica arte de E.T. Coelho, com uma galeria de trabalhos deste grande desenhador para O Mosquito, que estiveram patentes, até há pouco tempo, numa exposição realizada pelo CPBD na sua nova sede.

As imagens reproduzidas neste post foram extraídas, com a devida vénia, do blogue Sítio dos Fanzines de Banda Desenhada, orientado por Geraldes Lino, cuja consulta recomendamos a todos os interessados por este aliciante tema que o mestre Lino conhece e aborda como poucos. Ou melhor dizendo, como ninguém!…

NOVIDADES DO “FANDAVENTURAS”

“Mantendo a cabeça e os ombros bem acima dos históricos e ficcionais salteadores de estrada que o cinema, os livros, a literatura de cordel, os folhetins de terror e as histórias aos quadradinhos popularizaram, surge a figura de Dick Turpin. Ele foi o único salteador de estrada que se tornou um verdadeiro herói popular inglês. Um novelista pegou um dia na tradição oral deste destemido salteador-cavaleiro e introduziu-o numa novela que tornou famoso o nome de Dick Turpin por todo o mundo ocidental. O nome desse novelista era William Harrison Ainsworth e a novela chamava-se “Rookwood”.

O próximo número do Fandaventuras — um fanzine criado em Julho de 1990, portanto já quase com 27 anos de existência, e que José Pires relançou recentemente, com novas reedições de grandes autores clássicos ingleses — oferece-nos uma magnífica adaptação da obra de William Harrison Ainsworth, com desenhos do incomparável Tony Weare (já depois de ter abandonado a série Matt Marriott), publicada na revista Look and Learn, em 1980. Um clássico da literatura popular inglesa do século XVIII,  em que certamente Walter Booth se terá inspirado para criar o seu Captain Moonlight. Uma peça de colecionador!

E a propósito de Walter Booth convém lembrar que sai também este mês outro número do Fandaventuras (mas em formato especial, à italiana), com a reedição integral da série “Os Companheiros de Londres”, aventura que obteve grande êxito n’O Mosquito, em 1943, e que confirma em absoluto os excepcionais dotes de ilustrador deste célebre pioneiro da época áurea da BD inglesa.

Outra reedição de um clássico dos anos ’30, reproduzido directamente das páginas do semanário inglês Puck (onde Walter Booth publicou a maioria das suas obras), portanto com uma qualidade fora de série… como, aliás, tem sido timbre do Fandaventuras.

A título de curiosidade, recordamos que José Pires já reeditou, em vários volumes de formato à italiana, todas as grandes criações de Walter Booth, desde Rob the Rover (Pelo Mundo Fora) e Orphans of the Sea (O Gavião dos Mares) até Captain Moonlight (O Capitão Meia-Noite), que fizeram também as delícias dos leitores d’O Mosquito. Faltava apenas apresentar, nesse formato horizontal, “Os Companheiros de Londres (Chums of London Town), que fica agora, num só volume, ao dispor de todos os coleccionadores do Fandaventuras.

Estes fanzines estarão brevemente à venda na Loja de José Manuel Vilela, Calçada do Duque, 19-A, 1200-155, Lisboa, mas podem também ser encomendados ao editor, por quem não morar na capital, bastando escrever para o e-mail gussy.pires@sapo.pt.

JOSÉ PIRES: UM AUTOR E FANEDITOR APAIXONADO PELA BD DE OUTROS TEMPOS

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Por cortesia de José Pires, nosso amigo de longa data, companheiro de muitas tertúlias desde os tempos heróicos em que lançámos o Fandaventuras e o Fandwestern (dois fanzines que ainda estão em publicação, graças ao incansável labor deste apaixonado pela BD clássica, que os edita mensalmente, com infalível pontualidade), apresentamos as edições distribuídas em Fevereiro, com novos episódios de duas séries carismáticas (Matt Marriott Terry e os Piratas) e a reedição da primeira história desenhada pelo saudoso artista português Vítor Péon para O Mosquito, na sua estreia, em 1943, como autor de banda desenhada.

Neste número, cuja capa e duas páginas podem ver já a seguir, figura também uma história curta de Péon, com o título “Traidor em Fuga”, realizada em 1946 para O Pluto, revista em que Péon foi o principal colaborador artístico, ilustrando-a de uma ponta à outra, num alarde de talento, versatilidade e energia criativa.

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Recorde-se que Terry e os Piratas foi apresentada também n’O Mosquito (1952-53), quando era desenhada por George Wunder, sucessor de Milton Caniff. Quanto a Matt Marriott é uma série inglesa, também em tiras diárias, desenhada por Tony Weare e escrita por James Edgar, que aborda com extraordinário realismo a colonização do Oeste americano em finais do século XIX, distanciando-se dos westerns da série B, nomeadamente os de feição mais juvenil.

Muitos dos seus episódios foram publicados no Mundo de Aventuras (1ª série), como o que deu o título a este número do Fandwestern.

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Em Janeiro, o Fandwestern reeditou duas outras histórias de Vítor Péon: “O  Juramento de Dick Storm“, publicada também n’O Mosquito, pouco tempo depois de Falsa Acusação”, e Três Balas”, cuja acção trepidante, baseada numa novela de Orlando Marques, se desenrola igualmente no cenário mítico do Oeste americano. Oriunda d’O Pluto, revista editada por Roussado Pinto, em 1945-46, e que durou apenas 25 números, Três Balas” ficou incompleta, mas surgiu em nova versão (remontada parcialmente e com vinhetas coloridas) numa das primeiras colecções de cromos do género, editada pela fábrica de rebuçados “A Oriental”.

Estes fanzines encontram-se à venda na Loja de José Manuel Vilela, Calçada do Duque, 19-A, 1200-155, Lisboa, mas podem também ser encomendados ao editor, por quem não mora na capital, bastando escrever para o e-mail gussy.pires@sapo.pt.

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GRANDES SÉRIES PARA (RE)LER E RECORDAR

ROB THE ROVER (de Walter Booth)

editado em inglês por José Pires.

O Fandaventuras começa a voar mais alto!

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Há poucos meses tínhamos prometido, no Gato Alfarrabista, dar-vos mais novidades sobre os próximos lançamentos desta fantástica série que José Pires está a reeditar, com impressionante regularidade e grande sucesso, no Fandaventuras Especial. Ora acontece que, no final do mês de Setembro, apareceu o primeiro tomo de um novo ciclo intitulado “The Origins” (“As Origens”), numa versão em inglês destinada aos países nórdicos, onde a criação de Walter Booth se tornou imensamente popular — tal como sucedeu entre nós, nas décadas de 30 e 40 do século passado, graças sobretudo ao Tic-Tac e ao Mosquito, que a baptizaram com o apelativo título de “Pelo Mundo Fora”.

1941-28Tendo entrado em contacto, por via de um blogue português, com dois bedéfilos escandinavos, grandes admiradores de Rob the Rover (que nos seus países se chamou Willy paa Eventyr), José Pires, perante o entusiasmo desses corres- pondentes — que logo espalharam a nova da edição portuguesa pela blogosfera, conquistando um largo número de aderentes na Suécia e na Dinamarca —, resolveu, como íamos dizendo, aproveitar esta oportunidade para concretizar um projecto ainda mais ambicioso: o de fazer também uma edição em inglês, de modo a tornar a leitura do seu fanzine mais acessível aos assinantes de outros países, desconhecedores do nosso idioma.

Com a sua habitual e inesgotável capacidade de trabalho (rapidez e perfeição é o seu lema), o nosso velho amigo não perdeu tempo a passar das intenções aos actos, começando, como oportunamente anunciámos, pela magnífica saga do Flying Fish (um extraordinário avião anfíbio cujo nome Raul Correia, n’O Mosquito, traduziu para Submarplano), constituída no total por seis volumes.    

Este longo ciclo surgiu num dos períodos de maior maturidade e criatividade da série, quando Walter Booth já estava no apogeu da sua forma artística e até das suas capacidades narrativas (partindo do princípio de que deve ter sido ele o único argumentista da série).

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Muito diferente foi o início de Rob the Rover… Nessa fase, como nos descreve José Pires, “as histórias eram muito moralistas, cândidas, previsíveis e incipientes, com episódios que começavam e acabavam na mesma página semanal”. O próprio estilo gráfico de Walter Booth estava ainda longe da perfeição e da estética realista inerente ao espírito de aventura com que a série tinha sido criada.

Mas a evolução orgânica da sua estrutura simples e linear — como a de muitas outras séries inglesas, num contexto ainda marcadamente infantil —, e o grande salto qualitativo que a técnica de Booth deu no espaço de poucos meses, não tardaram a abrir-lhe novos horizontes, confirmando o seu êxito em muitos países onde não se falava a língua inglesa, sobretudo os do hemisfério norte, como a Noruega, a Suécia e a Dinamarca.

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São esses primeiros episódios — em páginas semanais a princípio autónomas — que José Pires decidiu também reeditar, numa tiragem especial como a do Submarplano, com todos os textos em inglês (mais fiel, portanto, à versão original), destinada a um público heterogéneo, que a acolherá decerto com o mesmo entusiástico interesse dispensado aos volumes anteriores, que neste momento estão já completamente esgotados.

O 2º volume deste ciclo acaba também de ser impresso, com as peripécias de Rob e dos seus companheiros de aventura estendendo-se por episódios mais longos, ambientados em todas as regiões exóticas e inexploradas do globo terrestre. Por amabilidade de José Pires, a quem agradecemos as informações e os documentos que nos tem fornecido, aqui ficam algumas páginas de mais uma edição verdadeiramente “Special” do seu cada vez mais apreciado Fandaventuras — que já transpôs num largo voo, como o do Submarplano, a fronteira do país onde chegou pela primeira vez às mãos do público.

Os interessados poderão obter estes volumes contactando José Pires pelo e-mail gussy.pires@sapo.pt

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Sunbeam747[2]Estreada em 15 de Maio de 1920 nas páginas do Puck, esta longa e fascinante série de aventuras foi a primeira em estilo eminentemente realista dada à estampa em todo o mundo, mas o seu lugar pioneiro na história da BD está longe de ser reconhecido por todos os especialistas, quer por ignorância quer por subserviência aos modelos e aos autores norte-americanos.

A falta de papel que, durante a guerra, afectou drasticamente a actividade da imprensa britânica, foi a principal res- ponsável pelo cancelamento (em Maio de 1940) do Puck e do seu congénere Sunbeam, onde as aventuras de Rob the Rover viram abruptamente interrompido um novo capítulo, deixando inconso- láveis milhares de admiradores do juvenil herói, que assim terminou, sem glória, uma longa e movimentada carreira. Excepto nos países escandinavos, onde com o nome de Willy, como já referimos, prosseguiu triunfalmente, pela mão de outros desenhadores — que lhe deram um cunho gráfico diferente do de Walter Booth —, as suas peripécias de globetrotter, num mundo em que muitas transformações vinham já a caminho.

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Esse surto de popularidade — transformado num fenómeno de culto que ainda hoje perdura, tendo mesmo dado origem à criação de um clube de fãs com mais de 600 membros, cognominado Willy-Centret — foi a mola impulsionadora para várias reedições das aventuras de Rob the Rover publicadas no norte da Europa, sobretudo as de origem apócrifa, ilustradas por artistas como o dinamarquês Tage Andersen — cujo trabalho, recentemente descoberto num álbum oferecido pelo WillyCentret a José Pires, nos surpreendeu pela positiva.

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Acabamos também de saber que o nosso incansável faneditor foi justamente distinguido pelo clube nórdico com um prestigioso galardão, o Willy-Prize 2014, pela primeira vez atribuído a uma personalidade estrangeira, em reconhecimento do notável trabalho levado a cabo por José Pires na recuperação integral da mais famosa série de aventuras criada nos primórdios da BD europeia.

Associamo-nos ao regozijo que esta notícia irá certamente causar entre todos os fãs e admiradores portugueses de Rob the Rover e do seu mais dinâmico divulgador a nível mundial: o nosso querido amigo José Pires!

A título de curiosidade, aqui vos deixamos também o link para uma página do site do clube dinamarquês: http://www.willy-centret.dk/

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