O ANIVERSÁRIO D’O MOSQUITO… HÁ 29 ANOS

mosquiro-sentado-com-jornal3

Quando passaram 50 anos sobre a data de nascimento d’O Mosquito ainda não havia Internet nem a “febre” das redes sociais e dos blogues que hoje cobrem e discutem todos os acontecimentos de relevo nas áreas da cultura, do desporto, da política (e em muitas outras), mas estava ainda em publicação a última série da mais famosa revista juvenil portuguesa, ressuscitada dois anos antes pela Editorial Futura, sob a direcção do malogrado dr. Chaves Ferreira, médico de profissão, amante das letras e da BD.

mosquito-50-anos-mosquito-nc2ba-12488Foi por sua iniciativa que um numeroso grupo de colaboradores dessa série (a quinta, no quadro histórico e cronológico d’O Mosquito), a que se juntaram outras figuras — algumas também já desaparecidas, como António Homem Christo, António Costa Ramos, Augusto Simões Lopes, António Barata e Lúcio Cardador —, se reuniu junto da antiga sede das Edições O Mosquito, onde funcionavam também as suas oficinas, na Travessa de S. Pedro, nº 9 (contígua ao Jardim de S. Pedro de Alcântara), e depois num restaurante do Bairro Alto para celebrar essa data histórica e, ao mesmo tempo, dizer adeus à nova série, cujo último número se publicou nesse mês de Janeiro de 1986.

Mosquito faz véniaO encontro promovido em pleno coração da imprensa lisboeta e o simbolismo da efeméride não passaram despercebidos a alguns jornais, como foi o caso do Diário de Lisboa e do Diário Popular, vespertinos na altura ainda em circulação, que no dia seguinte, 15 de Janeiro, publicaram com assinalável destaque as notícias que seguidamente reproduzimos.

Mosquito 50 anos - Diário popular  486Mosquito 50 anos - Diário de Lisboa487DiárioPopular - 50 anos do Mosquito copyDiário de Lisboa - 50 anos do Mosquito COPY

Mesmo sem Internet, Facebook, Google, Twitter, TV por cabo e outros avanços tecnológicos dos meios de comunicação que desde essa época se registaram a espantosa velocidade, um facto merece ser sublinhado: nos anos 80 do século XX (e até em décadas anteriores) os jornais davam mais importância à Banda Desenhada, como forma moderna e transversal de arte figurativa popular, do que dão hoje.

Mosquito ao guardachuvaMas os encontros entre gerações de leitores entusiastas, estudiosos, colaboradores e coleccionadores d’O Mosquito, esses não se extinguiram, nem o sentimento especial que Cardoso Lopes e Raul Correia, com o seu papel lúdico e educativo (mas distanciando-se da escola e da pedagogia), fomentaram numa larga camada da juventude portuguesa — que, por sua vez, o acalentou, num recanto nostálgico da sua memória, e o transmitiu no tempo, partilhando-o, pelo espírito e pelo exemplo, com as gerações futuras.

Nota: Queremos também recordar e prestar homenagem ao nome de Estrompa, outro colaborador d’O Mosquito (5ª série) que já não está entre nós.

Mosquito 50 anos - Mosquito nº 12 B489

Advertisements

O GRANDE CONVÍVIO DOS “MOSQUITEIROS” – 2

mosquito cabeçalho

Por gentileza de Leonardo De Sá (que nos enviou as fotos) e de Catarina Lima (autora da maioria delas), aqui ficam para a posteridade mais algumas imagens do grande convívio dos “mosquiteiros” que se reuniram, no passado dia 17 do corrente, num restaurante lisboeta para comemorar com as devidas honras o 79º aniversário de uma revista que ainda hoje preenche boa parte do imaginário colectivo e das recordações da mocidade de muitos deles, dos quais foi o dilecto companheiro nas horas de divertimento e de lazer.

E já se aguarda com curiosidade e expectativa a celebração do 80º aniversário d’O Mosquito, como frisou mestre José Ruy ao usar da palavra durante o convívio, não só por ser uma data emblemática, como por coincidir com o ano em que muitos membros da grande legião de “mosquiteiros” assinalarão também oito décadas de vida.

(Nota: os nossos agradecimentos a Leonardo De Sá e a Catarina Lima, filha de um ilustre policiarista, o escritor Joel Lima — que figuram os três nas últimas imagens deste “post”).

DSCF8563DSCF8562DSCF8538DSCF8539DSCF8540DSCF8541DSCF8542DSCF8543DSCF8561DSCF8545DSCF8549DSCF8553DSCF8555DSCF8556

O GRANDE CONVÍVIO DOS “MOSQUITEIROS” – 1

Mosquito canta copyNo passado dia 17 de Janeiro, um sábado, a fraterna comunidade “mosquiteira”, unida por laços de amizade e de camaradagem que duram já há muitos anos (nalguns casos, há várias décadas), voltou a reunir-se numa espaçosa sala do restaurante lisboeta Pessoa, para festejar mais um aniversário da revista que foi a principal responsável por essa duradoura confraternização e por um salutar e compulsivo hábito que se entranhou, desde pequenos, no espírito de muitos dos presentes: a leitura de histórias aos quadradinhos.

Raoul Correia e Cardoso LopesHoje, 79 anos depois, esse espírito não morreu e o sentimento “mosquiteiro” de devoção a um nobre ritual e a algumas grandes figuras da imprensa infanto-juvenil que estiveram na génese do êxito, do renome e da longevidade da emblemática revista O Mosquito, continua a prevalecer na memória e na saudade das gerações mais antigas e até a arregimentar novos entusiastas — coleccionadores, investiga- dores, jornalistas, cronistas, desenhadores, argumentistas… ou simples curiosos —, que mesmo pertencendo a outra época se deixam também seduzir pela mística de um título que ainda hoje é um fenómeno invulgar de popularidade e prestígio.

Mosquito saudaCabe este ano ao Voo d’O Mosquito, blogue criado em Agosto de 2014, a honra de apresentar a reportagem fotográfica de Dâmaso Afonso, cujos valiosos préstimos não precisamos de enaltecer, pois O Gato Alfarrabista já o fez repetidas vezes. Mas aqui ficam os devidos agradecimentos pelo material que nos enviou, do qual seleccionámos as fotos e as poses mais sugestivas, num panorama abrangente da meia centena de convivas que festejaram animadamente, “em família”, o aniversário d’O Mosquito. Número que este ano atingiu novo máximo, como testemunhou a vasta sala do 1º andar do Restaurante Pessoa completamente cheia!

IMG_2195IMG_2244IMG_2197IMG_2198IMG_2200IMG_2203IMG_2204IMG_2205IMG_2207IMG_2212IMG_2213IMG_2214IMG_2215IMG_2216IMG_2222IMG_2223 IMG_2224IMG_2225IMG_2231IMG_2232IMG_2242IMG_2243IMG_2254 IMG_2255IMG_2256IMG_2257IMG_2258IMG_2266

O Mosquito 1936-2015Na impossibilidade de nos referirmos em pormenor a tanta gente, queremos destacar algumas presenças mais assíduas, desde os organizadores do almoço, Leonardo De Sá e Américo Coelho, até ao decano dos desenhadores portugueses que colaboraram activamente n’O Mosquito, mestre José Ruy — ele próprio uma espantosa memória viva desses tempos heróicos —, e a outros profissionais da 9ª Arte que também comungam dos mesmos ideais, como Zé Manel, Artur Correia, Baptista Mendes, Catherine Labey, Jorge Magalhães, Jorge Machado-Dias, João Amaral, António Gomes de Almeida, Mário Correia, muito bem acompanhados por outros membros da nossa comunidade bedéfila (alguns deles veteranos destas lides) e convidados especiais: Geraldes Lino, Carlos Gonçalves, António Martinó de Azevedo Coutinho (“mosquiteiro” de gema, Mosquito leitorpela primeira vez presente neste convívio, ao qual já fez emotiva referência no seu blogue Largo dos Correios), Aurélio Lousada, João Artur Mamede, Saul Ferreira, João Mimoso (e esposa), Joel Lima (e filha), José Manuel Vilela, José Menezes, Jorge Silva, António Amaral (e esposa), Joaquim Talhé, Helder Jotta, Luís Valadas, Máximo Ribeiro, Monique Roque (viúva de Carlos Roque), Maria Fernanda (esposa de José Ruy), Maria Belmira (esposa de Artur Correia), Alexandre Gonçalves (neto de Raul Correia), Rui Mendes (desenhador e actor).

A lista é longa e não podemos, lamentavelmente, citar todos os nomes… mas aqui fica, sem mais comentários, outro trecho da reportagem do nosso amigo Dâmaso Afonso (na 1ª foto), cuja objectiva nunca perde os melhores ângulos.

IMG_2233 1IMG_2196IMG_2199IMG_2201IMG_2217IMG_2218 IMG_2219IMG_2220IMG_2221IMG_2241IMG_2247IMG_2248IMG_2253IMG_2249IMG_2260IMG_2206

 

TOMMY, O RAPAZ DO CIRCO – 6

Tommy of the big top - 8

Durante a sua primeira viagem com a companhia de circo, Tommy conhece uma nova e peluda “namorada”, a cujos caprichos é impossível resistir…

Mas ao chegarem ao seu destino, um desastre imprevisto destrói um vagão, soltando um tigre da jaula, o feroz Satã, e Tommy e Sue decidem ir atrás dele.

Eis mais algumas tiras deste trepidante episódio de Tommy of the Big Top, desenhado por John Lehti e publicado n’O Mosquito nºs 909 e 910. As tiras correspondem à publicação original de 24 a 31 de Dezembro de 1946.

Tommy 50 - 56

 

 

CANTINHO DE UM POETA – 4

Cantinho de um poeta 4

Texto publicado no Jornal do Cuto nº 17, de 27/10/1971, com ilustração de Jobat (José Baptista), e que nos parece vir a propósito neste tempo chuvoso e frio que, depois de muitos e risonhos dias de sol, se abateu sobre todo o país, como se o Inverno quisesse finalmente mostrar a sua face…
Seguidamente reproduzimos a segunda parte do artigo de Raul Correia “De Como Nasceu e Viveu O Mosquito”, publicada no Jornal do Cuto nº 21, de 24/11/1971. (Para ler o artigo, clicar duas vezes sobre as páginas, a fim de as ampliar ao máximo).

Nona arte 3 e 4

Nota: É curioso observar como R. C. se lembrava perfeitamente dos primeiros versos que escreveu com o pseudónimo de Avozinho (que se tornaria célebre desde então) e, ao mesmo tempo, se esqueceu da data de nascimento d’O Mosquito, mencionando o ano anterior, 1935. Erro que estranhamente (talvez por distracção) não foi corrigido por Roussado Pinto, director do Jornal do Cuto e responsável pela rubrica “9ª Arte”.
Por outro lado, já que pretendemos chamar a atenção para algumas falhas de memória de R. C. (que eram perfeitamente naturais, na altura em que escrevia, mas podem ainda hoje induzir em erro), note-se que Eduardo Teixeira Coelho, o mais credenciado colaborador artístico d’O Mosquito, não surgiu na “Página dos Leitores”, mas sim, por mérito próprio, como ilustrador principal, a partir de meados de 1942, pouco tempo depois da revista ter mudado, pela primeira vez, de formato.

O MOSQUITO FAZ HOJE ANOS!

o-mosquito-371Passa hoje mais um aniversário d’O Mosquito, nascido oficialmente em 14 de Janeiro de 1936 (como já aqui recordámos, sob vários pretextos) e cuja memória, desde há largos anos, se tem festejado em Lisboa, num almoço anual, com a presença de muitos bedéfilos da velha e da nova guarda, unidos pela amizade, pelo convívio, pelo sentimento comum de pertencerem a uma grande comunidade cultural, artística e afectiva — em torno da chamada 9ª Arte (vulgo Banda Desenhada ou Histórias aos Quadradinhos), tão reconhecida hoje como desprezada no passado, quando ainda não tinha nome —, e pelo preito de homenagem a um dos mais carismáticos títulos da BD portuguesa.

Em Janeiro de 1943, ao celebrar o seu 7º aniversário, O Mosquito publicou no nº 371 um soneto do Avozinho (entidade quase mítica criada pelo estro poético de Raul Correia), com uma pitoresca ilustração de um dos mais jovens (nessa época) colaboradores da revista: Eduardo Teixeira Coelho… nascido no mesmo mês de Janeiro (ainda que à distância de quase três décadas) e cujo nome se tornou tão indissociável d’O Mosquito como os dos seus dois directores e fundadores, A. Cardoso Lopes e Raul Correia.

Embora tenham passado sobre esta efeméride mais de 70 anos (79, para sermos exactos) e O Mosquito já não se publique há muito tempo, a sua memória viva faz ressurgir o poema do Avozinho e o Mosquito folgazão de E. T. Coelho das brumas do passado, como símbolos de um efusivo brinde de aniversário que, com maior ou menor emoção, se repetiu durante muitos lustres e ainda hoje faz comungar o nome d’O Mosquito da “alegria sã” de alguns espíritos teimosamente saudosistas, onde o seu efeito mágico, como o de Peter Pan, durará para sempre… ou até aos 100 anos, pelo menos!

poema Sete anos-21

O PRÓXIMO ANIVERSÁRIO D’O MOSQUITO

convite almoço Mosquito 2015

Dos nossos amigos Leonardo De Sá e Américo Coelho, recebemos o seguinte comunicado, que gostosamente partilhamos com quem visita este blogue:

Realiza-se no próximo dia 17 de Janeiro, sábado, o tradicional Almoço O Mosquito, a partir das 12h30, num conhecido restaurante lisboeta. Como já é hábito nesta confraternização anual, estarão presentes algumas dezenas de amadores de quadradinhos. Com mais ou menos crise, mesmo assim a ementa deverá continuar variada. O pagamento será individual e haverá também pratos do dia com meias-doses, para quem preferir…

Muito importante: como sempre, necessitamos a vossa confirmação individual da recepção deste aviso, para fornecermos as coordenadas do restaurante e podermos fazer a reserva definitiva com alguns dias de antecedência. Agradecemos, portanto, a vossa resposta por via electrónica ou telefónica.

Votos de Bom Ano!

Nota: as inscrições, para quem não tenha o contacto dos organizadores deste almoço-convívio, podem também ser feitas através do nosso blogue.