O REGRESSO DE TOMMY – 9

Seguro da sua impunidade, Hércules, o chefe do bando de chantagistas, continua a extorquir dinheiro a Mr. Bingham, sob a ameaça de lhe causar grandes prejuízos, pois os seus homens estão infiltrados entre os trabalhadores do circo. Mal sabe ele que Tommy e os seus amigos não dormem… e que o audacioso rapaz já tem um plano para libertar “Molho de Carne” e, ao mesmo tempo, pôr todo o bando fora de acção, com o auxílio da polícia.

Leiam o último episódio deste caso que agitou a supersticiosa gente do circo, convencida de que os acidentes provocados pelo bando, para causar alarme entre a pequena comunidade, eram efeito de bruxedo… um flagelo cujas consequências imprevisíveis podiam pôr em perigo a própria existência do circo. Até Mr. Bingham chegou a acreditar nisso! Mas Tommy não era tão ingénuo nem tão supersticioso como os seus colegas (incluindo “Molho de Carne” e Sue), e não tardou a descobrir o fio da meada.

As tiras seguintes, com data de 5 a 24 de Janeiro de 1948, foram publicadas n’O Mosquito nºs 962/965 e 967 (no nº 966, Tommy fez “gazeta”). E vem aí nova aventura…

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O REGRESSO DE TOMMY – 8

Como vimos no episódio anterior, Tommy e os seus amigos Sue e “Molho de Carne” conseguiram descobrir o antro dos bandidos que têm o circo sob ameaça, extorquindo dinheiro todas as semanas a Mr. Bingham. Mas o pequeno grupo de “detectives” — a que se juntou Bal, o equilibrista — foi avistado pela quadrilha quando batia em retirada e, na corajosa tentativa de proteger a fuga dos companheiros, “Molho de Carne” acabou por cair nas mãos de Hércules. Este tem agora mais um trunfo para continuar o seu plano de extorsão, sem receio da polícia…

Leiam mais um episódio desta célebre série ilustrada por John Lehti, cujas tiras diárias, correspondentes às datas de 19/12/1947 a 3/1/1948, foram publicadas n’O Mosquito nºs 958 a 961, de 28 de Agosto a 8 de Setembro de 1948.

Nesta fase do popular bissemanário, alternando séries inglesas, americanas e espanholas com um novo trabalho de E.T. Coelho (Lobo Cinzento), a harmonia estética era prejudicada pela caligrafia irregular das legendas inseridas nos balões, defeito que se notava sempre que Tiotónio decidia encarregar um dos seus ajudantes dessa tarefa. Só quando O Mosquito mudou de oficinas (por razões que não vêm agora ao caso), as legendas de Tommy, o Rapaz do Circo e de outras histórias deixaram de ser feitas manualmente.

O REGRESSO DE TOMMY – 7

Resumo: depois de uma estranha série de acidentes que puseram em alvoroço a gente do circo, provocados pelo bando de um gangster com o pomposo nome de Hércules, este exige a Mr. Bingham o pagamento, todas as semanas, de uma quantia equivalente a 20% das receitas diárias… para evitar mais acidentes! Tommy e Sue, que ouviram a conversa, pedem ajuda a “Molho de Carne” e os três seguem os bandidos até ao seu “quartel-general”, num dos bairros mais sórdidos da cidade onde o circo está instalado.

Leiam um novo episódio desta famosa série ilustrada por John Lehti, com 15 tiras datadas de 2/12 a 18/12/1947, tal como saíram n’O Mosquito nºs 954 a 957, de 14/8 a 25/8/1948.

Há a apontar a repetição de uma tira no nº 956 (embora, curiosamente, com legendas diferentes) e o pormenor, que não deixa de ser também curioso, de todas terem sido publicadas a cores n’O Mosquito — o que na imprensa diária, seu local de origem, visto se destinarem ao sector mais numeroso da população, aquele que trabalhava e lia jornais, obviamente não acontecia (exceptuando as séries publicadas ao domingo).

O REGRESSO DE TOMMY – 6

Depois de descobrirem que os acidentes ocorridos no circo nada tiveram a ver com bruxedo, mas foram obra de um bando chefiado por um tal Hércules, Tommy e Sue apressam-se a pôr Mr. Bingham ao corrente das suas suspeitas. Mas o caso é mais grave ainda do que parece… porque Hércules não tarda a dar notícias.

Leiam mais um episódio desta excelente série criada por John Lehti, cujas tiras diárias, correspondentes às datas de 18/11 a 1/12 de 1947, foram publicadas n’O Mosquito nºs. 951 e 953 (Agosto de 1948). No nº 952, Tommy fez “gazeta”.

O REGRESSO DE TOMMY – 5

Uma série de insólitos acidentes, de gravidade cada vez maior, põe em alvoroço a supersticiosa gente do circo, que à falta de outra explicação os atribui a bruxedos. E quando Tommy faz uma descoberta que pode lançar nova luz sobre a causa desses acidentes, é traiçoeiramente agredido por um tipo mal encarado.

Leiam mais 12 tiras desta inesquecível série ilustrada por John Lehti, com data de 4/11 a 17/11/1947, tal como foram publicadas n’O Mosquito nºs 949 e 950, de 28 e 31/7/1948. Há a apontar, mais uma vez, a defeituosa caligrafia de algumas legendas (ver páginas a cores), cheias de erros que procurámos emendar o melhor possível.

E as aventuras de Tommy, o rapaz do circo, continuam…

O REGRESSO DE TOMMY – 4

Como um mal nunca vem só, os acidentes repetem-se, num ritmo quase diário, causando grande perturbação entre a gente do circo. Até Tommy, que não acredita muito em bruxedos, começa a ficar preocupado com a estranha série de acontecimentos, cada vez mais graves… Haverá outra explicação para o fenómeno?

Aqui têm mais 13 tiras desta magnífica série, com data de 20/10 a 3/11/1947, tal como foram publicadas n’O Mosquito nºs 943/945 e 947; no nº 946, Tommy fez “gazeta”…

O REGRESSO DE TOMMY – 3

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Iniciada no nº 938 d’O Mosquito, esta nova aventura de Tommy vai seguir um rumo diferente, abordando o espírito supersticioso da gente do circo, que acredita firmemente ser vítima de bruxedo quando uma série de estranhos acidentes começa a perturbar a vida normal da sua pequena comunidade, preocupando até Mr. Bingham, o director da companhia.

tommy-m-939-capa-468Nessa época, O Mosquito, nitidamente a atravessar uma boa fase, com grande abertura às séries americanas, publicava também o Príncipe Valente (por Hal Foster) e Necas, Tonecas, Timóteo, Leocádia & C.ª (por Knerr), criações que em 1948 estavam no auge da sua popularidade em todo o mundo.

O resto do sumário era preenchido por uma hilariante série inglesa, com desenhos de George Parlett, intitulada D. Basílio Alcoforado e Alberto, um Seu Criado, e pelos magníficos trabalhos de dois autores portugueses: E. T. Coelho, com O Caminho do Oriente e A Lei da Selva (ambos já na recta final), e José Garcês, com A Maldição Branca, história com que se despediu dos leitores d’O Mosquito.

Quanto a Tommy, o Rapaz do Circo — que continuava a ocupar lugar de destaque nas capas da revista, com legendas, por vezes, também a cores (de efeito pouco estético) —, assinale-se a sua ausência nos nºs 940 e 942, certamente por razões de paginação, além da falta de uma vinheta no nº 939, substituída pelo texto de outra história. É caso para afirmar que n’O Mosquito o texto parecia ter mais importância do que as imagens!

As tiras a seguir reproduzidas, correspondentes às datas originais de 7/10 a 18/10/1947, foram publicadas nos nºs 939, 941 e 943.

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