CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO “PARABÉNS GARCÊS” – 2

Com estas páginas, completamos a reprodução do catálogo da exposição dedicada a Mestre José Garcês, que está patente na Bedeteca da Amadora até ao próximo dia 11 de Novembro. O texto do catálogo é de Pedro Mota, presidente do Clube Português de Banda Desenhada, co-organizador desta exposição, composta por originais doados por José Garcês ao valioso espólio da Bedeteca da cidade onde há uma escola e uma rua com o seu nome.

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CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO “PARABÉNS GARCÊS” – 1

Conforme temos informado os nossos leitores, foi aberta ao público no passado dia 8 de Setembro a exposição comemorativa dos 90 anos de Mestre José Garcês, decano da BD portuguesa, que estará patente na Bedeteca da Amadora até 11 de Novembro p.f.

Em parceria com o Clube Português de Banda Desenhada, esta mostra reúne vários originais de José Garcês, desde 1946 (ano da sua estreia n’O Mosquito) até 2004, todos pertencentes, por doação do Mestre, ao acervo da Bedeteca. Foi editado também um pequeno catálogo, com texto de Pedro Mota, presidente do CPBD, que gostosamente reproduzimos neste blogue (dividindo-o em duas partes), como mais uma achega para o conhecimento da vastíssima obra, sobretudo da mais antiga, de um dos maiores autores da BD portuguesa.

Nesta página: vinheta de “Eurico, o Presbítero”, adaptação do célebre romance de Alexandre Herculano, publicada na revista Modas & Bordados (1955/56).

DUAS NOVAS E INTERESSANTES EXPOSIÇÕES NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA – 1

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Como anunciámos em devido tempo, foram inauguradas, no passado dia 30 de Abril, duas novas exposições na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), alusivas ao tema Eça de Queirós e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, com a presença dos seus dois comissários, Carlos Rico e Luiz Beira, de directores e de vários sócios, simpatizantes e colaboradores do Clube. Como oradores intervieram Carlos Rico, Luiz Beira e Pedro Mota, presidente da direcção recentemente eleita.

Estas exposições são fruto de uma parceria entre o CPBD, o Município de Moura (que foi o seu primeiro organizador) e o GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), que tomou também a iniciativa de levá-las ao público da sua cidade. Montadas em grandes painéis e divididas por autores que adaptaram de forma criativa algumas obras dos dois grandes vultos da literatura portuguesa do século XIX, as mostras abrangem várias épocas e várias publicações carismáticas, desde O MosquitoModas & Bordados, O FalcãoMundo de Aventuras e Cavaleiro Andante ao Tintin (português e belga) e até revistas brasileiras, sem olvidar as versões que foram publicadas em álbuns ou que permanecem ainda inéditas.

Apresentamos seguidamente uma breve reportagem dessa informal cerimónia, graças aos préstimos do nosso amigo Dâmaso Afonso, diligente repórter fotográfico a quem, uma vez mais, agradecemos a amável e valiosa colaboração.

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REPORTAGEM DA ASSEMBLEIA GERAL E DAS NOVAS EXPOSIÇÕES DO CPBD – 1

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No passado sábado, dia 16 de Abril, pelas 16h00, na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), sita na Avenida do Brasil 52A, Reboleira (Amadora), reuniu-se a sua Assembleia Geral, depois de convocatória enviada a todos os associados, a fim de tomar várias deliberações urgentes no âmbito dos processos de obtenção de apoio em curso, junto da Câmara Municipal da Amadora (ratificação das contas de 2013 e 2014, orçamento e plano de actividades de 2016).

Foram também votadas as contas de 2015 e prestada informação sobre a recente actividade do Clube, projectos futuros e outras questões de interesse geral. Todas as deliberações seriam aprovadas por unanimidade, com acta assinada pelos presentes.

Durante a sessão, foi distribuído aos sócios o nº 142 (Abril 2016) do Boletim do CPBD, dedicado à primeira de duas exposições marcantes, inauguradas na sua sede em Janeiro último: Os 80 anos d’O MosquitoTributo a Eduardo Teixeira Coelho. Do sumário deste número consta também um artigo de Carlos Bandeira Pinheiro e Jorge Magalhães, com uma completa quadriculografia (em publicações portuguesas) de E.T. Coelho, o “poeta da linha”, cujas ilustrações se destacam na capa e na contracapa do Boletim.

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Divulgamos seguidamente algumas imagens desta Assembleia Geral, captadas por Dâmaso Afonso, presidente da respectiva Mesa (que só por causa disso não aparece nas fotos). Aqui ficam, mais uma vez, os agradecimentos que lhe são devidos pela valiosa colaboração que tem prestado, desde o início, aos nossos blogues.

Entre os sócios presentes, reconhecem-se, nas primeiras filas, António Martinó (outro eficiente repórter, sempre de câmara em punho), José Ruy e Geraldes Lino; e nas últimas, Pedro Bouça, António Amaral, Paulo Duarte (coordenador do Boletim do CPBD), Luís Valadas, Catherine Labey, José Vilela, Carlos Gonçalves e um sujeito de barbas grisalhas que eu vejo todos os dias no espelho…

A Mesa da Assembleia, composta por três elementos, foi ocupada (nas fotos) por Pedro Mota (presidente da Direcção) e Carlos Moreno (secretário da Assembleia Geral). Pedimos desculpa aos sócios não identificados. Fica para a próxima… 

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Quem reparar, ou fizer comentários acerca de tantas cabeças grisalhas, deve lembrar-se de que o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) festeja em 2016 quarenta anos de existência… e alguns dos sócios presentes já o acompanham desde a primeira hora! Honra lhes seja feita, pois, sobretudo aos que, como Carlos Gonçalves e Geraldes Lino, continuam abnegadamente a exercer funções directivas.

Posto isto, queremos também referir as duas exposições, recentemente montadas, que se encontram numa das salas do piso inferior da nova sede e que versam o tema Eça de Queirós e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, numa parceria do CPBD com o GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu). Aqui fica esta breve menção e o anúncio, dado o interesse que elas nos suscitam, de uma reportagem alusiva (neste e noutros blogues da nossa Loja de Papel), em próxima oportunidade.

Nota: Há algumas horas, recebemos também uma remessa de fotos enviadas pelo segundo “repórter de serviço” na Assembleia Geral do CPBD, o nosso bom amigo e colega da blogosfera, Professor António Martinó (autor do blogue Largo dos Correios), a quem agradecemos a generosa partilha e a colaboração sempre expedita, reservando para um próximo post a publicação das suas imagens.

IMAGENS DA HOMENAGEM A JOSÉ GARCÊS NA BIBLIOTECA NACIONAL

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No âmbito das comemorações do 80.º aniversário d’O Mosquito e dos 70 anos de carreira de José Garcês (que nessa emblemática revista publicou as suas primeiras histórias aos quadradinhos), a Biblioteca Nacional (BN), em colaboração com o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), organizou um colóquio no passado dia 30 de Março, em que intervieram como oradores José Ruy, António Martinó e o próprio homenageado, a quem Pedro Mota, presidente do CPBD, ofereceu no final da sessão uma placa comemorativa.

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Recorde-se que José Garcês — que tem uma exposição patente na BN, até 16 de Abril, com vários e magníficos exemplos da sua prolífica e multifacetada obra artística — foi distinguido com o Troféu de Honra do 3º Festival Internacional de BD da Amadora (FIBDA), realizado em 1991. Além de ter recebido muitos outros prémios e homenagens, incluindo a Medalha Municipal de Mérito e Dedicação da Câmara Municipal da Amadora (1991) e um diploma de louvor da josÉ-garcês-viriatoPresidência da República (2009), participou em coló- quios, cursos de iniciação à Banda Desenhada e programas de televisão (convidado por Vasco Granja). Foi presi- dente do CPBD, nos anos 80, e integrou a sua representação em diversos festi- vais internacionais, com destaque para o de Lucca (Itália), nas edições de 1978, 1980, 1982, 1984, 1986 e 1990 (nesta última, como convidado de honra).

O seu nome, de marcante importância na história da BD portuguesa, ficará também associado, para a posteridade, a uma escola e a uma rua da cidade da Amadora — louvável decisão camarária que deveria inspirar outros municípios pelo país fora, no sentido de distinguirem também, no património toponímico, os seus autores com obra de mérito no sector das artes gráficas e, em particular, da Banda Desenhada. Porque Arte e BD são hoje sinónimos de desenvolvimento social e cultural, reconhecidos em toda a parte. 

Agradecemos ao nosso bom amigo Professor António Martinó de Azevedo Coutinho as fotos que nos permitem apresentar uma desenvolvida reportagem deste evento em honra de José Garcês. (Ver também no blogue O Gato Alfarrabista).

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