IMAGENS DO GRANDE CONVÍVIO D’O MOSQUITO – 2

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Segundo informação de última hora do seu principal organizador, Leonardo De Sá — que se desdobrou em contactos, conseguindo que este ano comparecessem ao almoço quase seis dezenas de convivas —, estiveram presentes nesta tertúlia, realizada em Lisboa, no passado dia 14 de Janeiro (este ano coincidente com a data de nascimento d’O Mosquito), os seguintes “mosquiteiros”, acompanhados, alguns deles, pelas esposas e outros familiares:

Alexandre Correia Gonçalves e Maria da Graça (mãe), Américo Coelho, António Amaral e Fernanda (esposa), António Isidro,  António Martinó Coutinho, António Milhano, Armando Lopes, Baptista Mendes, Carlos Costa, Carlos Gonçalves e Maria da Glória (esposa), Carlos Moreno, Carlos Pessoa, Catherine Labey, Clara Botelho, Diamantino Bravo e Maria Caeiro (esposa), Fernando Cardoso, Geraldes Lino, Guilherme Valente, Helder Jotta, João Reis, João Vidigal e Dolores (esposa), Joaquim Talhé, Joel Lima, Jorge Machado Dias, Jorge Magalhães, Jorge Silva, José Boldt, José Coelho, José Manuel Vilela, José Pires, José Ruy, Leonardo De Sá, Luciano Neves, Luís Monteiro, Luís Simões, Luís Valadas, Manuel Valente, Maria Augusta Gandra Medenha, Mário Correia, Monique Roque, Natania Nogueira, Paulo Cambraia, Paulo Duarte, Pedro Bouça, Rui Batarda, Rui Domingues, Vítor da Silva (e esposa), Zé Manel, Duarte (filho) e Isabel (esposa).

Aqui ficam, para memória futura, mais algumas fotos deste convívio, enviadas por António Martinó, a quem se deve também o vídeo que apresentamos no final deste post, com imagens que bem ilustram o talento de Luís Simões, jovem desenhador que abraçou uma carreira de globetrotter e urban sketcher e já percorreu quase meio mundo.

Reproduzimos também, com a devida vénia, o texto de António Martinó que acompanhou o referido vídeo, ambos patentes no seu excelente blogue Largo dos Correios.

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Dois Artistas

por António Martinó

Quando dois homens do desenho se encontram… Foi no almoço comemorativo dos 81 anos d’O Mosquito, carismático jornal de BD, que José Ruy conheceu Luís Simões. Um ilustrador dos quadradinhos encontrou um traveler illustrator e isso, para além da natural partilha recíproca da amizade, deu no episódio aqui narrado. Foi na tarde do dia 14 de Janeiro de 2017, em Lisboa.
Para conhecer José Ruy basta procurar entre o melhor da nossa banda desenhada nas últimas décadas; quanto a  Luís Simões ele está em World Sketching Tour… e também a percorrer e a desenhar o Mundo. Um e outro valem bem a pena!

 

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IMAGENS DO GRANDE CONVÍVIO D’O MOSQUITO – 1

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Conforme anunciámos em devido tempo, realizou-se no passado dia 14 de Janeiro (coincidindo, desta feita, com a data de nascimento d’O Mosquito), o almoço comemorativo do seu 81º aniversário, que reuniu um número recorde de convivas, perto de seis dezenas, num ambiente de festiva camaradagem, como é da praxe, onde não faltaram muitas das presenças habituais, com destaque para os organizadores deste convívio, Leonardo De Sá e mestre José Ruy (um dos mais antigos colaboradores d’O Mosquito, memória viva de um passado glorioso), e outros membros da ilustre grei da 9ª Arte portuguesa.

Eis algumas dessas presenças com quem tivemos contacto mais directo: Baptista Mendes, Zé Manel, José Pires, António Martinó, Mário Correia, Catherine Labey, Monique Roque, Carlos Gonçalves, Geraldes Lino, Guilherme Valente, Jorge Silva, José Boldt, Machado-Dias, Carlos Pessoa, Helder Jotta, Joel Lima, Paulo Cambraia, António Amaral, Américo Coelho, Paulo Duarte, Fernando Cardoso, José Vilela, Joaquim Talhé, Carlos Moreno, Carlos Costa, Luís Valadas, Pedro Bouça, Natania Nogueira, Alexandre Gonçalves, Diamantino Bravo, alguns dos quais acompanhados pelas respectivas esposas e outros familiares.

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A lista é longa e aguardamos que o principal organizador do evento nos envie a relação completa dos convivas presentes para a publicarmos.  

Infelizmente, este ano o almoço decorreu noutro local, devido ao encerramento do Restaurante Pessoa, onde o tradicional repasto da tertúlia O Mosquito se realizou durante os últimos 10 anos (ou perto disso), com geral agrado  dos “mosquiteiros”. Embora bastante mais espaçoso, o Restaurante Sabor Mineiro, localizado na Av. José Malhoa (perto da Praça de Espanha), não possui as características adequadas a um convívio deste género, por ter um ambiente ruidoso (mais próprio de casamentos e baptizados), onde a intimidade se perdeu, com os convivas dispersos por mesas muito distantes umas das outras.

Além disso, como aconteceu connosco, o assédio dos fotógrafos profissionais que nos queriam à viva força “impingir” os seus trabalhos, fazendo uma cara de aborrecimento se os recusávamos, acabou por ser uma das recordações menos agradáveis deste almoço. Enfim, estavam a exercer o seu mester e no direito, portanto, de nos importunarem, porque trabalho é trabalho… mas foi uma “surpresa” com que não contávamos.

Por obséquio do nosso Amigo António Martinó de Azevedo Coutinho (na foto supra, com a historiadora brasileira Natania Nogueira), a quem se deve uma completa reportagem fotográfica deste convívio, apresentamos seguidamente mais algumas das imagens que nos enviou, fazendo votos para que perdurem na memória dos “mosquiteiros” que mais uma vez se reuniram para festejar o aniversário e render homenagem à mais carismática revista portuguesa de histórias aos quadradinhos (como se dizia e escrevia noutros tempos).

A António Martinó, a expressão do nosso reconhecimento e da nossa grande estima.

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Por último, queremos também salientar a presença (pela primeira vez nesta tertúlia) do jovem desenhador Luís Simões, um autêntico globetrotter que já percorreu meio mundo, usando o seu talento artístico para fixar, com inegável mestria, em belíssimos apontamentos de cores e traços impressionistas, que enchem alguns cadernos, as imagens mais exóticas e deslumbrantes dos locais por onde jornadeou.

A ele se deve um magnífico retrato de mestre José Ruy (sentado na mesma mesa), que esboçou diante de nós, com rapidez e perfeição, quase sem levantar os olhos do papel. Talentos assim são raros e merecem todo o apoio de quem de direito (isto é, dos jornalistas, dos editores e de outras entidades culturais), no país onde nasceu.

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Luís Simões faz parte da comunidade dos urban sketchers, espalhada por vários continentes, e viaja sozinho, sem apoios profissionais, a não ser os desses amigos desconhecidos (desenhadores, também) que lhe servem de temporários hospedeiros e de guias turísticos nos países que parecem atrair como um íman o seu espírito irrequieto e a sua ilimitada sede de aventuras e de descobertas, com que expande uma vocação artística que não deseja confinar-se às meras rotinas de uma obscura carreira entre quatro paredes. 

IMAGENS DE UM ANIVERSÁRIO – 4

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O Mosquito não foi a revista de BD de maior longevidade ou de melhor apresentação gráfica, nem a que teve mais páginas e maior tiragem por número, nem a que contou com mais autores e apresentou mais séries ilustradas, nem a que promoveu mais contactos com os leitores e distribuiu mais prémios em concursos e sorteios semanais.

Mas teve um extraordinário grupo de colaboradores literários e artísticos (na sua maioria anónimos, à época) que lhe conferiram um estatuto especial, um carácter tão popular e familiar que se entranhou no espírito dos seus jovens leitores, criando laços de forte comunhão que se perpetuaram no tempo e enraizaram na memória: António Cardoso Lopes (Tiotónio), Raul Correia (Avozinho), Walter Booth, Reg Perrott, Roy Wilson, Percy Cocking, Arturo Moreno, C. Arnal, E.T. Coelho, Vítor Péon, António Velez, José Padinha, Orlando Marques, Jayme Cortez e Jesús Blasco  

Mosquito leitorMais do que qualquer outro factor, este “núcleo duro” foi a principal base do sucesso d’O Mosquito nos seus primeiros 11 anos de vida (1936-1947) e do culto que ainda hoje lhe vota um grupo de irredutíveis e fiéis amantes das histórias aos quadradinhos, que todos os anos, desde 1986, celebra infalivelmente, em Janeiro, o seu aniversário.

Por quanto tempo? Enquanto, pelo menos, os seus antigos leitores o recordarem com o mesmo fervor e devoção sentidos até agora e os das mais novas gerações o considerarem um caso digno de estudo…

Prova disso foram as comemorações dos 80 anos do seu nascimento, que tiveram lugar este mês, como já largamente noticiámos, com o tradicional almoço-convívio, no passado dia 16, e a abertura de três exposições: em Aveiro (Museu de Aveiro), Amadora (Clube Português de Banda Desenhada) e Lisboa (Biblioteca Nacional). As duas últimas estarão ainda patentes ao público durante várias semanas.

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Apresentamos hoje a lista completa dos participantes no encontro realizado como habitualmente no Restaurante Pessoa, em Lisboa, que este ano foi pequeno para conter tantos convivas (alguns já com a mesma idade d’O Mosquito ou ainda mais velhos, mas tão vigorosos como a sua mítica imagem). A organização esteve a cargo, mais uma vez, do diligente “mosquiteiro” Leonardo De Sá, a quem agradecemos o envio da referida lista, com os nomes dos 52 presentes no almoço, por ordem alfabética:

António Amaral e Fernanda Amaral, António Baptista Lopes, António Manuel Lopes Carvalho, António Martinó de Azevedo Coutinho, António Perdigão, Armando Lopes, Artur Correia e Maria Belmira Correia, Aurélio Lousada, Carlos Baptista Mendes, Carlos Gonçalves, Carlos Moreno, Catarina Lima e João Reis, Dâmaso Afonso, Geraldes Lino, Guilherme Valente, Helder Jotta, Hermínio Rabasquinho, João Amaral, João Luís Spínola Rodrigues, João Manuel Mimoso e Mary Mun, João Vidigal e Dolores Abreu, Joel Lima, Jorge Machado Dias, Jorge Magalhães, Jorge Silva, José António Coelho, José Boldt, José Carmo Francisco, José Madruga, José Manuel Vilela, José Menezes, José Pires, José Ruy, Leonardo De Sá, Luciano Neves, Luís Valadas, Maria José Pereira e Abílio Pereira, Mário Correia, Máximo Ribeiro, Mena Brito, Paulo Cambraia, Romeu Pinto da Silva, Rui da Luz, Vítor da Silva e Aida Correia Silva, Zé Manel.

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IMAGENS DE UM ANIVERSÁRIO – 3

NA CORTE D’EL-REI “O MOSQUITO”

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Esta nova reportagem do régio convívio comemorativo dos 80 anos d’O Mosquito — organizado pelo Camareiro-mor Leonardo De Sá —, deve-se à gentileza do venerável Mestre de Armas José Ruy, que nos enviou recentemente um conjunto de fotos tiradas por José Boldt, cujas qualidades de profissional, patentes neste trabalho, convém registar com o devido apreço, para conhecimento dos vindouros. Os nossos agradecimentos a ambos e também ao escudeiro Armando Lopes, seu amigo comum.

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O festivo e concorrido banquete em que o reinado de Sua Majestade D. Mosquito I foi mais uma vez saudado e enaltecido — como se a sua existência se tivesse prolongado além da morte, transformando o seu fátuo destino numa metáfora da Fénix renascida —, teve como cenário a hospitaleira Estalagem Pessoa, na vetusta Rua dos Douradores, em Lisboa, mas a sala do 1º andar foi pequena para conter tão numerosa comitiva, obrigando os convivas a espalhar-se pelas mesas do rés-do-chão, espaço mais amplo e com mais rápido atendimento, mas ao mesmo tempo menos íntimo e acolhedor.

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Entre mais de meia centena de “Mosquiteiros”, irmanados por um sentimento colectivo tão forte como o que consagrou a real efígie celebrada nesta efeméride — e primorosamente reproduzida, como um brasão, num pergaminho que todos receberam, com o seu nome individual —, é mister destacar a presença de alguns membros da nobre grei dos decanos da 9ª Arte portuguesa: José Ruy, Artur Correia, Vítor Silva, Zé Manel, José Pires e Baptista Mendes, todos dignos das maiores honrarias pelo seu talento artístico, pela sua obra, pela sua longevidade e pelo exemplo de fiel devoção à realeza.

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Muito bem acompanhados, aliás, por algumas damas de mui gentil parecer e um luzido séquito de cortesãos: desenhadores, argumentistas, designers, críticos, ensaístas, editores, bloggers (nova ordem na qual muitos cronistas honrosamente se filiam), coleccionadores e bedéfilos em geral, num verdadeiro encontro de gerações onde se prestou homenagem, pelo 30º ano consecutivo, ao espírito de paladino com que O Mosquito nasceu, pronto para os mais altos feitos, e sobreviveu na afeição dos seus dedicados súbditos, rompendo o limbo em que mergulharam outras dinastias mais efémeras e de menos ínclita linhagem. Ou mesmo aqueles que foram seus destros adversários, arvorando altivamente os seus pendões e somando triunfos em renhidos duelos e torneios, mas não lograram obter a mesma gloriosa recompensa, ofuscados pela reluzente armadura de um campeão mais famoso que lhes roubou o supremo dom da imortalidade.

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2675Conforme oportunamente anunciámos, realizou-se no passado sábado, dia 16 do corrente mês de Janeiro, o tradicional almoço-convívio d’O Mosquito, organizado por Leonardo De Sá e que teve como anfitrião, repetindo um ritual do agrado de todos, o Restaurante Pessoa, sito na baixa lisboeta, próximo da Praça da Figueira.

Mas como se tratava de celebrar, simbolicamente, os 80 anos da mais carismática revista da BD portuguesa, a afluência de convivas foi tão grande que o repasto já não pôde ter lugar na acolhedora sala do 1º andar, transferindo-se para o rés-do-chão, espaço onde a intimidade e o convívio foram mais afectados, por causa da distância entre as mesas e do próprio ambiente mais ruidoso da sala.

Tanto assim que muitos dos presentes nem chegaram a ouvir os “discursos” da praxe, assinalando condignamente o relevo da efeméride, proferidos por alguns ilustres membros dessa numerosa e grada assembleia (repleta também de veteranos): José Ruy, Guilherme Valente, editor da Gradiva, e António Martinó.

Foi este último quem nos enviou, poucas horas depois, algumas fotos do convívio, as primeiras que publicamos neste blogue, com agradecimentos ao seu autor e nosso estimado amigo, que quis brindar-nos, cordialmente, com uma recordação pessoal do evento, focando-nos com a sua objectiva em muitas dessas imagens.

Passe a imodéstia, escolhemos algumas para memória futura, junto de outros amigos como Zé Manel, João Mimoso, José Vilela, Carlos Gonçalves, Geraldes Lino, Baptista Mendes, Dâmaso Afonso, João Amaral, José Pires, José Ruy, Abílio Pereira e Guilherme Valente.

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As restantes fotos foram tiradas também por António Martinó, no Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), onde continuaram, à tarde, as homenagens ao mítico aniversariante, com uma palestra proferida por José Ruy sobre o seu início nas artes gráficas, como colaborador d’O Mosquito, e a abertura de duas exposições que estarão patentes, aos sábados, durante algumas semanas, na sede do Clube: “Tributo a Eduardo Teixeira Coelho” e “Os 80 Anos d’O Mosquito”.

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IN MEMORIAM

RUI BANA E COSTA (1945-2015)

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Outra infausta notícia acaba de chegar ao nosso conhecimento, por intermédio de Leonardo De Sá. Faleceu Rui Bana e Costa, velho amigo e companheiro frequente de muitas tertúlias, em especial a Tertúlia d’O Mosquito que se realiza anualmente, em meados de Janeiro, para comemorar o aniversário da revista mais popular da BD portuguesa.

Bana e Catarina LimaRui Bana e Costa, além de coleccionador “compulsivo”, sobretudo de BD americana e franco-belga, era também um profundo conhecedor e um grande entusiasta das nossas publicações infanto-juvenis, possuindo no seu acervo algumas autênticas preciosidades, como os dois (raríssimos) últimos números d’O Gafanhoto, revista editada por António Cardoso Lopes Jr. (Tiotónio), em 1948-49, depois de abandonar a direcção d’O Mosquito, números esses que foram apreendidos pela censura antes de entrarem em circulação, devido a falhas no registo legal do título.

De humor sadio e espírito aberto e generoso, Bana e Costa estava sempre pronto a esclarecer dúvidas e a facultar todos os elementos e informações que lhe eram pedidos, pondo assim o seu vasto saber e a sua vasta bedeteca à disposição dos amigos bedéfilos. À sua memória prestamos uma singela e sentida homenagem, apresentando as nossas condolências à família enlutada. O funeral realiza-se hoje, às 14h30, no cemitério municipal de Camarate, onde o seu corpo será cremado.

 

IN MEMORIAM

MARIA DA CONCEIÇÃO GANDRA CARDOSO LOPES (1932-2015)

Maria da conceição lopes

Foi com pesar que soubemos, pelo nosso amigo Leonardo De Sá, do falecimento, no passado dia 21 do corrente, de uma das filhas de António Cardoso Lopes Jr. (Tiotónio), nascida em 29 de Fevereiro de 1932.

Maria da Conceição era presença assídua, desde há vários anos, nos convívios anuais comemorativos do aniversário d’O Mosquito, a mítica revista infanto-juvenil fundada em 14 de Janeiro de 1936 por Cardoso Lopes e Raul Correia, e que teve vida para além do fim.

Tio tónioNo início dos anos 50, Tiotónio emigrou para o Brasil, onde permaneceu até ao fim da sua vida, trabalhando no ramo que melhor conhecia: o das indústrias gráficas — e voltando as costas para sempre a Portugal e ao jornalismo juvenil de que foi um dos mais reputados pioneiros.

Sobre os lances da sua vida pessoal e da sua extensa carreira profissional e artística — dedicada não somente a O Mosquito como a outras revistas de referência no panorama da BD portuguesa do século XX —, existe um livro profusamente ilustrado, da autoria de Leonardo De Sá, com fotos de família e documentos raros e inéditos: Tiotónio – Uma Vida aos Quadradinhos, publicado em 2008 pela editora Bonecos Rebeldes, na colecção nonArte. Uma obra fundamental, rematada por uma exaustiva bibliografia da vasta produção de António Cardoso Lopes Jr.

À família enlutada de Maria da Conceição Gandra Cardoso Lopes — e em particular à sua irmã Maria José, que sempre a acompanhava nas deslocações aos convívios d’O Mosquito — apresentamos as nossas sentidas condolências.