CENTENÁRIO DE EDUARDO TEIXEIRA COELHO -2

Aqui está o anúncio de mais uma exposição para celebrar o centenário de E.T. Coelho, desta vez na Biblioteca Nacional de Portugal, complemento daquela que vigora no CPBD.

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CANTINHO DE UM POETA – 41

Fugindo à regra, neste cantinho surge hoje, em vez de um poema ou de um texto em forma de parábola moral — método muito usado também pelo Avozinho para ensinar e encantar os seus milhares de leitores —, um conto cujo tema é a Páscoa, escrito por Raul Correia (o verdadeiro “eu” do Avozinho) e publicado, pela primeira vez, no Almanaque O Mosquito e A Formiga, saído dos prelos em finais de 1944.

Além do teor do conto, que revela toda a sensibilidade poética de Raul Correia — em harmonia com a do seu “duplo” literário —, são de destacar as ilustrações de E. T. Coelho, o jovem artista que, dois anos antes, iniciara uma trajectória fulgurante n’O Mosquito, que o guindaria, a breve prazo, aos lugares cimeiros da BD portuguesa e internacional.

Em 1982, este conto foi reeditado no Mundo de Aventuras nº 448 (2ª série), de onde extraímos as duas páginas que se seguem.

VISEU REALIZA EXPOSIÇÃO SOBRE DOM AFONSO HENRIQUES NA BANDA DESENHADA

No próximo domingo, 27 de Agosto, pelas 16:00 horas, será inaugurada em Viseu, no Pavilhão Multiusos da Feira de São Mateus, uma exposição sobre o primeiro Rei de Portugal, denominada “Dom Afonso Henriques na Banda Desenhada”.

A organização é do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (GICAV), com a colaboração da Câmara Municipal de Viseu, da Viseu Marca e do Instituto Português do Desporto e Juventude. Durante o evento, será lançado um álbum de banda desenhada com a reedição de um magnífico trabalho de Eduardo Teixeira Coelho, nome incontornável da BD portuguesa (e, como é do conhecimento dos nossos leitores, ligado à época mais gloriosa d’O Mosquito, onde prosseguiu a sua carreira).

A mostra, comissariada por Carlos Almeida, é constituída por vinte painéis em grande formato, com exemplos das várias adaptações à BD da vida e dos feitos de Dom Afonso Henriques, e estará patente ao público até 17 de Setembro.

(Notícia respigada do nosso colega BDBD, orientado por Carlos Rico e Luiz Beira, que promete publicar uma reportagem fotográfica completa do evento durante os próximos dias. Na impossibilidade de estarmos também presentes, agradecemos ao GICAV, na pessoa de Luís Filipe e Carlos Almeida, o convite que gentilmente nos enviou).

DUAS NOVAS E INTERESSANTES EXPOSIÇÕES NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA – 2

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Como tínhamos prometido, aqui ficam mais algumas fotos das duas exposições patentes desde 30 de Abril p.p. (data da sua inauguração), na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), aberta ao público todos os sábados, das 14h00 às 18h30, e que poderão ser vistas até ao final deste mês.

Estas fotos foram-nos enviadas pelo nosso bom amigo e colega da blogosfera (criador do excelente blog Largo dos Correios), Professor António Martinó, a quem voltamos a agradecer a colaboração e generosidade sempre manifestadas no momento oportuno. Bem haja, amigo Martinó! 

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Nesta reportagem, feita antes da inauguração oficial, podem apreciar-se com mais nitidez (ampliando as imagens até à sua extensão máxima) os painéis das referidas exposições, dedicadas ao tema Eça de Queiroz e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, cuja apresentação honra a parceria entre o CPBD e o GICAV. Aliás, as duas mostras estiveram também patentes em Moura, onde teve início o seu périplo, e em Viseu. Nelas figuram trabalhos de vários autores portugueses e brasileiros, baseados em obras dos dois grandes escritores do século XIX — entre os quais se destacam, naturalmente, as magníficas pranchas de Eduardo Teixeira Coelho (ETC), publicadas n’O Mosquito entre 1950 e 1953.

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Eis seguidamente a relação dos trabalhos expostos e respectivos autores artísticos e literários. Recordamos que estas exposições foram comissariadas por Carlos Rico e Luiz Beira, que nessa qualidade presidiram à cerimónia de inauguração realizada na sede do CPBD no final de Abril, conforme já noticiámos.

ALEXANDRE HERCULANO

A Morte do Lidador” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
A Abóbada” – por Victor Mesquita/A Abóbada” – por Fernando Bento
O Monge de Cister” – por Eduardo Barbosa (brasileiro)
O Voto de Afonso Domingues” – por Jobat (José Baptista)
Eurico o Presbítero” – por José Garcês
Nuno Gonçalves”  – por José Antunes
O Último Combate” – por Baptista Mendes
Alexandre Herculano” (biografia) – por Baptista Mendes
Alexandre Herculano” (biografia) – por José Ruy
O Bobo” – por José Ruy
A Morte do Lidador” – por José Pires/”A Morte do Lidador” – por José Garcês
A Dama Pé-de-Cabra” – por José Pires/A Dama Pé-de-Cabra” – por Augusto Trigo, adaptação literária de Jorge Magalhães

EÇA DE QUEIROZ

A Ilustre Casa de Ramires” – por C. Raineri (brasileiro)
A Torre de D. Ramires” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
A Aia” –  por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
S. Cristóvam” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
O Suave Milagre” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
O Defunto” – por José Morim/”O Defunto” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
José Matias” – por José Manuel Saraiva
A Relíquia” – por Francisco Marcatti (brasileiro)
O Primo Basílio” – por Joaquim Ribeiro (obra inédita)
Os Maias” – por Jorge Machado-Dias (obra inédita)
O Mandarim” – por Vreytes (brasileiro)
Eça de Queirós” (biografia) – por Baptista Mendes
O Chinês e a Cobra” – por Baptista Mendes
A Perfeição” – por Eugénio Silva (obra inédita)
“O Tesouro” – por Luís Marcelo (brasileiro)/”O Tesouro” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC

 

REPORTAGEM DA ASSEMBLEIA GERAL E DAS NOVAS EXPOSIÇÕES DO CPBD – 1

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No passado sábado, dia 16 de Abril, pelas 16h00, na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), sita na Avenida do Brasil 52A, Reboleira (Amadora), reuniu-se a sua Assembleia Geral, depois de convocatória enviada a todos os associados, a fim de tomar várias deliberações urgentes no âmbito dos processos de obtenção de apoio em curso, junto da Câmara Municipal da Amadora (ratificação das contas de 2013 e 2014, orçamento e plano de actividades de 2016).

Foram também votadas as contas de 2015 e prestada informação sobre a recente actividade do Clube, projectos futuros e outras questões de interesse geral. Todas as deliberações seriam aprovadas por unanimidade, com acta assinada pelos presentes.

Durante a sessão, foi distribuído aos sócios o nº 142 (Abril 2016) do Boletim do CPBD, dedicado à primeira de duas exposições marcantes, inauguradas na sua sede em Janeiro último: Os 80 anos d’O MosquitoTributo a Eduardo Teixeira Coelho. Do sumário deste número consta também um artigo de Carlos Bandeira Pinheiro e Jorge Magalhães, com uma completa quadriculografia (em publicações portuguesas) de E.T. Coelho, o “poeta da linha”, cujas ilustrações se destacam na capa e na contracapa do Boletim.

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Divulgamos seguidamente algumas imagens desta Assembleia Geral, captadas por Dâmaso Afonso, presidente da respectiva Mesa (que só por causa disso não aparece nas fotos). Aqui ficam, mais uma vez, os agradecimentos que lhe são devidos pela valiosa colaboração que tem prestado, desde o início, aos nossos blogues.

Entre os sócios presentes, reconhecem-se, nas primeiras filas, António Martinó (outro eficiente repórter, sempre de câmara em punho), José Ruy e Geraldes Lino; e nas últimas, Pedro Bouça, António Amaral, Paulo Duarte (coordenador do Boletim do CPBD), Luís Valadas, Catherine Labey, José Vilela, Carlos Gonçalves e um sujeito de barbas grisalhas que eu vejo todos os dias no espelho…

A Mesa da Assembleia, composta por três elementos, foi ocupada (nas fotos) por Pedro Mota (presidente da Direcção) e Carlos Moreno (secretário da Assembleia Geral). Pedimos desculpa aos sócios não identificados. Fica para a próxima… 

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Quem reparar, ou fizer comentários acerca de tantas cabeças grisalhas, deve lembrar-se de que o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) festeja em 2016 quarenta anos de existência… e alguns dos sócios presentes já o acompanham desde a primeira hora! Honra lhes seja feita, pois, sobretudo aos que, como Carlos Gonçalves e Geraldes Lino, continuam abnegadamente a exercer funções directivas.

Posto isto, queremos também referir as duas exposições, recentemente montadas, que se encontram numa das salas do piso inferior da nova sede e que versam o tema Eça de Queirós e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, numa parceria do CPBD com o GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu). Aqui fica esta breve menção e o anúncio, dado o interesse que elas nos suscitam, de uma reportagem alusiva (neste e noutros blogues da nossa Loja de Papel), em próxima oportunidade.

Nota: Há algumas horas, recebemos também uma remessa de fotos enviadas pelo segundo “repórter de serviço” na Assembleia Geral do CPBD, o nosso bom amigo e colega da blogosfera, Professor António Martinó (autor do blogue Largo dos Correios), a quem agradecemos a generosa partilha e a colaboração sempre expedita, reservando para um próximo post a publicação das suas imagens.

CURIOSIDADES & ANOMALIAS – 1

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Entre as muitas curiosidades d’O Mosquito que se registaram durante um longo período de dezassete anos — a algumas poderemos mesmo chamar “anomalias”, pelo seu carácter mais ou menos bizarro —, assinalamos hoje duas capas (ambas alusivas a histórias aos quadradinhos inglesas) em que as datas deviam ter sido alteradas, mas não foram, pois trata-se dos primeiros números publicados em 1943. Distracção dos tipógrafos e do responsável gráfico da revista (apesar da sua larga experiência), o Tiotónio ou António Cardoso Lopes Jr. — e logo em dois números seguidos!

O novo ano só apareceu correctamente inscrito no cabeçalho do nº 370, de 9 de Janeiro desse ano da graça para o mais garrido jornal infantil português do seu tempo, mas de desgraça para a maior parte do mundo (onde lavrava uma guerra sangrenta que causaria ainda muitas vítimas e terrível devastação).

Atente-se mais uma vez na bela capa desse número, da autoria do jovem artista Eduardo Teixeira Coelho ou E.T. Coelho (ou ainda ETC, como gostava de assinar), a quem O Mosquito ficaria a dever alguns dos seus maiores êxitos. E que foi, aliás, o inspirado criador da página anexa de Curiosidades — estas de carácter menos anómalo —, uma rubrica publicada nessa nova fase da revista e muito apreciada pela quase generalidade dos leitores (isto é, pelos miúdos mais espertos e ávidos de saber).

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