SANTO ANTÓNIO EM PORTALEGRE – COM ANTÓNIO MARTINÓ E JOSÉ GARCÊS

Página do jornal “Alto Alentejo”, dedicada à memorável sessão de homenagem a um grande mestre da BD portuguesa, José Garcês (e a Santo António, padroeiro de Portalegre), ocorrida no passado dia 21 de Maio, naquela cidade alentejana, e em que foi sapiente orador o Professor António Martinó.

Decano da BD portuguesa, José Garcês concretizou em 2016 um dos seus mais antigos projectos, publicando um álbum sobre a vida de Santo António, ao comemorar 70 anos de carreira (iniciada, muito jovem ainda, n’O Mosquito), como autor de uma vasta e multifacetada obra que dignifica não só a Banda Desenhada como a arte da ilustração ao serviço da cultura, do ensino e do património.

Recordamos que uma exposição com pranchas originais desse magnífico álbum está ainda patente no Museu de Santo António, em Lisboa.

IMAGENS DO GRANDE CONVÍVIO D’O MOSQUITO – 2

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Segundo informação de última hora do seu principal organizador, Leonardo De Sá — que se desdobrou em contactos, conseguindo que este ano comparecessem ao almoço quase seis dezenas de convivas —, estiveram presentes nesta tertúlia, realizada em Lisboa, no passado dia 14 de Janeiro (este ano coincidente com a data de nascimento d’O Mosquito), os seguintes “mosquiteiros”, acompanhados, alguns deles, pelas esposas e outros familiares:

Alexandre Correia Gonçalves e Maria da Graça (mãe), Américo Coelho, António Amaral e Fernanda (esposa), António Isidro,  António Martinó Coutinho, António Milhano, Armando Lopes, Baptista Mendes, Carlos Costa, Carlos Gonçalves e Maria da Glória (esposa), Carlos Moreno, Carlos Pessoa, Catherine Labey, Clara Botelho, Diamantino Bravo e Maria Caeiro (esposa), Fernando Cardoso, Geraldes Lino, Guilherme Valente, Helder Jotta, João Reis, João Vidigal e Dolores (esposa), Joaquim Talhé, Joel Lima, Jorge Machado Dias, Jorge Magalhães, Jorge Silva, José Boldt, José Coelho, José Manuel Vilela, José Pires, José Ruy, Leonardo De Sá, Luciano Neves, Luís Monteiro, Luís Simões, Luís Valadas, Manuel Valente, Maria Augusta Gandra Medenha, Mário Correia, Monique Roque, Natania Nogueira, Paulo Cambraia, Paulo Duarte, Pedro Bouça, Rui Batarda, Rui Domingues, Vítor da Silva (e esposa), Zé Manel, Duarte (filho) e Isabel (esposa).

Aqui ficam, para memória futura, mais algumas fotos deste convívio, enviadas por António Martinó, a quem se deve também o vídeo que apresentamos no final deste post, com imagens que bem ilustram o talento de Luís Simões, jovem desenhador que abraçou uma carreira de globetrotter e urban sketcher e já percorreu quase meio mundo.

Reproduzimos também, com a devida vénia, o texto de António Martinó que acompanhou o referido vídeo, ambos patentes no seu excelente blogue Largo dos Correios.

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Dois Artistas

por António Martinó

Quando dois homens do desenho se encontram… Foi no almoço comemorativo dos 81 anos d’O Mosquito, carismático jornal de BD, que José Ruy conheceu Luís Simões. Um ilustrador dos quadradinhos encontrou um traveler illustrator e isso, para além da natural partilha recíproca da amizade, deu no episódio aqui narrado. Foi na tarde do dia 14 de Janeiro de 2017, em Lisboa.
Para conhecer José Ruy basta procurar entre o melhor da nossa banda desenhada nas últimas décadas; quanto a  Luís Simões ele está em World Sketching Tour… e também a percorrer e a desenhar o Mundo. Um e outro valem bem a pena!

 

IMAGENS DO GRANDE CONVÍVIO D’O MOSQUITO – 1

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Conforme anunciámos em devido tempo, realizou-se no passado dia 14 de Janeiro (coincidindo, desta feita, com a data de nascimento d’O Mosquito), o almoço comemorativo do seu 81º aniversário, que reuniu um número recorde de convivas, perto de seis dezenas, num ambiente de festiva camaradagem, como é da praxe, onde não faltaram muitas das presenças habituais, com destaque para os organizadores deste convívio, Leonardo De Sá e mestre José Ruy (um dos mais antigos colaboradores d’O Mosquito, memória viva de um passado glorioso), e outros membros da ilustre grei da 9ª Arte portuguesa.

Eis algumas dessas presenças com quem tivemos contacto mais directo: Baptista Mendes, Zé Manel, José Pires, António Martinó, Mário Correia, Catherine Labey, Monique Roque, Carlos Gonçalves, Geraldes Lino, Guilherme Valente, Jorge Silva, José Boldt, Machado-Dias, Carlos Pessoa, Helder Jotta, Joel Lima, Paulo Cambraia, António Amaral, Américo Coelho, Paulo Duarte, Fernando Cardoso, José Vilela, Joaquim Talhé, Carlos Moreno, Carlos Costa, Luís Valadas, Pedro Bouça, Natania Nogueira, Alexandre Gonçalves, Diamantino Bravo, alguns dos quais acompanhados pelas respectivas esposas e outros familiares.

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A lista é longa e aguardamos que o principal organizador do evento nos envie a relação completa dos convivas presentes para a publicarmos.  

Infelizmente, este ano o almoço decorreu noutro local, devido ao encerramento do Restaurante Pessoa, onde o tradicional repasto da tertúlia O Mosquito se realizou durante os últimos 10 anos (ou perto disso), com geral agrado  dos “mosquiteiros”. Embora bastante mais espaçoso, o Restaurante Sabor Mineiro, localizado na Av. José Malhoa (perto da Praça de Espanha), não possui as características adequadas a um convívio deste género, por ter um ambiente ruidoso (mais próprio de casamentos e baptizados), onde a intimidade se perdeu, com os convivas dispersos por mesas muito distantes umas das outras.

Além disso, como aconteceu connosco, o assédio dos fotógrafos profissionais que nos queriam à viva força “impingir” os seus trabalhos, fazendo uma cara de aborrecimento se os recusávamos, acabou por ser uma das recordações menos agradáveis deste almoço. Enfim, estavam a exercer o seu mester e no direito, portanto, de nos importunarem, porque trabalho é trabalho… mas foi uma “surpresa” com que não contávamos.

Por obséquio do nosso Amigo António Martinó de Azevedo Coutinho (na foto supra, com a historiadora brasileira Natania Nogueira), a quem se deve uma completa reportagem fotográfica deste convívio, apresentamos seguidamente mais algumas das imagens que nos enviou, fazendo votos para que perdurem na memória dos “mosquiteiros” que mais uma vez se reuniram para festejar o aniversário e render homenagem à mais carismática revista portuguesa de histórias aos quadradinhos (como se dizia e escrevia noutros tempos).

A António Martinó, a expressão do nosso reconhecimento e da nossa grande estima.

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Por último, queremos também salientar a presença (pela primeira vez nesta tertúlia) do jovem desenhador Luís Simões, um autêntico globetrotter que já percorreu meio mundo, usando o seu talento artístico para fixar, com inegável mestria, em belíssimos apontamentos de cores e traços impressionistas, que enchem alguns cadernos, as imagens mais exóticas e deslumbrantes dos locais por onde jornadeou.

A ele se deve um magnífico retrato de mestre José Ruy (sentado na mesma mesa), que esboçou diante de nós, com rapidez e perfeição, quase sem levantar os olhos do papel. Talentos assim são raros e merecem todo o apoio de quem de direito (isto é, dos jornalistas, dos editores e de outras entidades culturais), no país onde nasceu.

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Luís Simões faz parte da comunidade dos urban sketchers, espalhada por vários continentes, e viaja sozinho, sem apoios profissionais, a não ser os desses amigos desconhecidos (desenhadores, também) que lhe servem de temporários hospedeiros e de guias turísticos nos países que parecem atrair como um íman o seu espírito irrequieto e a sua ilimitada sede de aventuras e de descobertas, com que expande uma vocação artística que não deseja confinar-se às meras rotinas de uma obscura carreira entre quatro paredes. 

“OS DOZE DE INGLATERRA” – por E.T. Coelho (4)

A Ala dos Namorados (Campos Júnior)Quando José Ruy me informou, há três meses, de uma sensacional novidade, levantando o véu sobre a reedição, pela Gradiva, de uma das obras-primas de E.T. Coelho publicadas n’O Mosquito — nem mais nem menos do que “Os Doze de Inglaterra”, história dada à estampa durante um longo período, isto é, entre os nºs 1201 (27-12-1950) e 1306 (29-12-1951) —, reparei que ele não atribuía a origem dessa magnífica adaptação a Raul Correia (cujo nome, aliás, surge em lugar de destaque), mas a uma obra de António Campos Júnior, drama- turgo, jornalista, oficial do Exército e reputado autor de romances históricos, em especial “A Ala dos Namorados” — que foi vertida também para quadradinhos, no Cavaleiro Andante, em meados dos anos 50, por uma dupla de inegável talento: Artur Varatojo (texto) e José Manuel Soares.

12 Inglaterra Mosq 1285 705Em conversa amena, chamei a atenção de José Ruy para o facto de o enredo desse romance não ter nenhuma ligação directa com o lendário episódio de “Os Doze de Inglaterra”, embora António Campos Júnior dissertasse brevemente, num dos capítulos finais da obra, sobre a proeza de Álvaro Gonçalves Coutinho (que ficou conhecido na História pelo epíteto de “Magriço”) e dos seus onze briosos companheiros de armas. No entanto, José Ruy insistiu na sua tese, visto ter sido amigo e colega de trabalho de E.T. Coelho n’O Mosquito, acompanhando-o assiduamente na época em que ele estava embrenhado na realização desta história. José Ruy, como muita gente sabe, tem uma memória prodigiosa, que nunca comete deslizes… e os seus argumentos são também, em regra, de uma validez a toda a prova. Por isso, enviou-nos um texto a que damos seguidamente a devida publicidade, satisfazendo o seu pedido, a fim de aclarar as afirmações que fez no texto anterior, publicado neste blogue em 18 de Dezembro do ano passado e que podem rever aqui.

“Os Doze de Inglaterra”: obra de Campos Júnior ou de outro autor? – por José Ruy

«Decorria o ano de 1950 e eu mantinha ateliê em Lisboa em parceria com o Eduardo Teixeira Coelho, meu Mestre e dedicado amigo. Nessa altura, trabalhávamos em alguma publicidade e fazíamos as nossas Histórias em Quadrinhos, eu para «O Papagaio», depois inserido na revista «Flama», ele para «O Mosquito», já na sua fase final.

Estava ele a iniciar, então, os desenhos de «Os Doze de Inglaterra», uma narrativa com base num acontecimento histórico ocorrido no século XIV: o pedido de doze damas inglesas para um desagravo por ofensas sofridas de doze cavaleiros seus conterrâneos. E foi pedida a intervenção de outros tantos portugueses para defender as donas ultrajadas, já que em Inglaterra ninguém se atrevia a enfrentar tão aguerridos senhores.

Teixeira Coelho possuía como guião um opúsculo impresso, praticamente um folheto, e falava-me entusiasticamente do seu autor, António Campos Júnior. Na altura, não li a história mas ia acompanhando o trabalho do meu companheiro de estirador, que se prolongou durante um ano. Teixeira Coelho admirava Campos Júnior, não sei se por sentir haver algo em comum com ele.

A Ala dos Namorados - 2-jpgAmbos eram naturais dos Açores e haviam frequen- tado o Colégio Militar, embora o Coelho contra sua vontade. Mas com 70 anos de diferença.

Quando surgiu a oportunidade do meu velho amigo Guilherme Valente reeditar de maneira digna esta História em Quadrinhos pela Editora Gradiva, e de me ter dado a oportunidade de prestar um contributo na recuperação do material, um nome me surgiu à memória, que mantenho rigorosa de toda a forte vivência com o Coelho, para a obra: Campos Júnior.

Pesquisando na Net dados biográficos deste insigne romancista, lá encontrei «Os Doze de Inglaterra» como um dos seus romances. Coincidia.

Mas o meu outro grande amigo Jorge Magalhães, que muito admiro e respeito, ao ter conhecimento desta edição, chamou-me a atenção para o facto de não conhecer na biografia deste autor o título em questão. Fez uma aturada pesquisa e em «A Ala dos Namorados» apenas encontrou uma referência aos intervenientes do torneio, quando já avós, alguns anos mais tarde.

12 de I - Mosquito 1292 956Entrei, então, numa luta entre a minha memória e a realidade que se me apresentou. O Teixeira Coelho falou-me sempre, durante esse ano, de Campos Júnior como autor do romance, a que ele ia acrescentando outros episódios, com a sua fértil imaginação, e o Raul Correia escrevia as legendas em belíssima prosa, a partir dos desenhos completos e inspiradores.

Então, como aparece na Net (que em muitos casos sabemos não ser fiável) esse título atribuído a Campos Júnior? Costuma-se dizer que não há fumo sem fogo; neste caso vemos o fumo mas não conseguimos localizar a chama.

Essa publicação que eu vi e que serviu de base à obra realizada pelo Teixeira Coelho, possivelmente teria tido uma tiragem reduzida, e sem entrar na Biblioteca Nacional, o que não é caso raro, e os biógrafos de Campos Júnior, sem essa presença física, não a teriam incluído no conjunto das obras do escritor. Incógnita.

Assumo, assim, toda a responsabilidade no que respeita à «suposta» atribuição desta autoria, já que o Coelho o afirmava e eu tive esse opúsculo na mão há meio século, mais década e meia. Campos Júnior escreveu realmente, ou não, «Os Doze de Inglaterra», baseado no documento manuscrito em 1550 que narra este episódio histórico? Obrigado, Jorge Magalhães, por me ter alertado, mas continuo dividido».

Os 12 de Inglaterra (págs, do álbum) - 1

Nota à margem: A propósito deste tema, que suscitou a minha curiosidade e que certamente interessará também a alguns leitores que aguardam com natural expectativa a reedição de “Os Doze de Inglaterra”, numa versão totalmente nova da Gradiva, feita a partir de provas originais e não directamente das páginas d’O Mosquito — o que é, à partida, uma garantia de qualidade — quero destacar o valioso trabalho que António Martinó de Azevedo Coutinho, com a sua profunda erudição e o seu permanente desejo de desfazer dúvidas e equívocos, aliando a probidade e o conhecimento ao máximo rigor, realizou no blogue que eficientemente dirige: o Largo dos Correios.

12654220_902723516493237_4320641162970025297_nE esse aturado trabalho de análise e pesquisa sobre “Os Doze de Inglaterra”, a obra-prima de E.T. Coelho publicada na fase final d’O Mosquito, centrou-se também no mistério das suas origens literárias, enumerando alguns recônditos e remotos vestígios, que pacientemente “desen- terrou” das arcas do passado — como poderão verificar no post que aqui indico, permitindo-me recomendar também a leitura dos seis restantes artigos: https://largodoscorreios.wordpress.com/2015/11/24/os-doze-de-inglaterra-ii/

Mau grado a projecção que Luís de Camões deu no Canto VI d’Os Lusíadas ao épico episódio do torneio de Inglaterra em que se distinguiram os doze bravos cavaleiros portugueses liderados pelo “Magriço”, essas origens perdem-se em hipóteses e especulações, sem que se possa ter a certeza da autenticidade da gesta heróica, envolta pelo tempo e pela lenda numa réstia de brumosa fantasia.

Termino manifestando também o meu apreço e admiração a José Ruy pelo empenho com que se dedicou ao restauro deste magnífico trabalho de E.T. Coelho (através de provas de impressão d’O Mosquito), tornando-se um elo essencial no projecto elaborado pela Gradiva — que também está obviamente de parabéns, por ter devolvido ao património histórico da nossa BD, em condições de perfeita beleza, uma das suas maiores obras-primas.

DIA 17: PALESTRAS SOBRE “O MOSQUITO” NA BIBLIOTECA NACIONAL

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Na próxima 4ª feira, dia 17 de Fevereiro, às 17h00, realiza-se uma série de colóquios na Biblioteca Nacional (Campo Grande), que têm por tema o 80º aniversário da mais emblemática revista juvenil portuguesa, O Mosquito, com a intervenção de figuras bem conhecidas pela sua preponderante acção no meio bedéfilo, artístico e cultural, como José Ruy, António Martinó Coutinho, Carlos Gonçalves e João Manuel Mimoso, estes dois na qualidade de comissários da exposição organizada pelo Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), em parceria com a Biblioteca Nacional, onde estão patentes vários exemplares d’O Mosquito (1ª série), publicados entre 1936 e 1953, separatas com construções de armar (algumas já montadas), álbuns, suplementos como A Formiga, dedicado às raparigas, e outros ítens raros e curiosos.

A exposição, que pode ser visitada diariamente, de 2ª feira a 6ª feira, entre as 9h30 e as 19h30, e aos sábados das 9h30 às 17h30, encerra no final deste mês.

IMAGENS DE UM ANIVERSÁRIO – 2

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Complementando a curta reportagem apresentada no post anterior, que se ficou a dever à amabilidade do nosso prezado amigo António Martinó, autor das respectivas fotos — e que figura, todo sorridente, no último plano da imagem supra; no 2º plano, vê-se mestre Artur Correia, ao lado da sua esposa —, recorremos hoje à colaboração de outro valioso fotógrafo, Dâmaso Afonso, sempre presente em todos os eventos onde se celebra o culto da BD, dos seus autores, dos seus personagens e das suas revistas mais emblemáticas.

Como O Mosquito, cujos 80 anos de nascimento foram simbólica e calorosamente festejados, no passado dia 16 de Janeiro, num almoço lisboeta animado por mais de meia centena de convivas da velha e da nova guardas, entre os quais várias senhoras, o que não é muito frequente nas reuniões em que a BD e os seus laços com o passado são a tónica dominante. Também nisso O Mosquito continua a ser uma excepção!

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Outro acontecimento marcante desse dia foi o colóquio realizado, pelas 16h30, na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), em que mestre José Ruy abordou o tema “Como eu entrei para O Mosquito”, com a sua invulgar vivacidade de espírito, aliada a uma memória privilegiada, prendendo a atenção da assistência durante cerca de duas horas. Ao ponto de alguns dos presentes lamentarem o fim da palestra, quando chegou a hora de visitar as exposições dedicadas ao aniversário d’O Mosquito e a Eduardo Teixeira Coelho, patentes nas novas instalações do CPBD, como estava previsto no seu programa.

O registo destas fotos pertence, também, a Dâmaso Afonso, a quem enviamos, com um abraço de amizade, os nossos melhores agradecimentos.

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