JAYME CORTEZ E A EBAL

Em Novembro de 1986, o grande desenhista luso-brasileiro Jayme Cortez, nascido em Lisboa, em 1926, mas residindo, desde finais de 1947, no Brasil, foi homenageado no Festival Internacional de Lucca (Itália), onde recebeu o troféu Caran d’Ache pelos seus 50 anos de carreira nas áreas da Ilustração e da Banda Desenhada.

É óbvio que houve confusão nesta data, pois Jayme Cortez estreou-se oficialmente como desenhador aos 15 anos no Pim-Pam-Pum (suplemento do jornal O Século), começando pouco tempo depois a colaborar também n’O Mosquito (1944).

A propósito desse (suposto) aniversário e da ida de Jayme Cortez ao Festival de Lucca, a editora brasileira Ebal (onde contava também numerosos amigos) dedicou-lhe um artigo que apareceu nalgumas das suas revistas. Figura imensamente respeitada no seu meio profissional — como especialista de temas fantásticos e de terror, mestre de desenho  na Escola Panamericana de Arte, autor de filmes publicitários e de cartazes de cinema, director artístico de várias editoras (com destaque para a La Selva), e amigo de Maurício de Souza, Álvaro de Moya, Messias de Melo, Flávio Colin, Reinaldo de Oliveira e outras ilustres personalidades dos “quadrinhos” brasileiros —, Cortez já estivera várias vezes em Lucca, uma delas em 1975, para receber o prémio Yellow Kid (o mais importante do Festival) em nome de Adolfo Aizen, presidente e fundador da Ebal, a quem o foi entregar assim que regressou ao Brasil.

Por esse facto, ligando os dois eventos, o de 1975 e o de 1986, a editora brasileira prestou uma singela, mas fervorosa homenagem a Jayme Cortez, já noutra fase da sua vida e da sua carreira (e infelizmente também já perto do fim, pois faleceu, de doença repentina, em 5 de Julho de 1987), publicando o artigo que a seguir reproduzimos e cujo interesse documental e histórico é inútil sublinhar, pois bastam, como comprovativo, as fotos que o ilustram (e em que figura outro artista português radicado em terras brasileiras: Monteiro Filho).

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