TORPEDO, O POLICIAL “NEGRO” DE SÁNCHEZ ABULÍ E JORDI BERNET QUE DEIXOU SAUDADES

Uma das melhores séries espanholas dos anos 80, criada pela imaginação de dois talentosos autores, Enrique Sánchez Abulí e Jordi Bernet, Torpedo 1936 regressou agora, sob o selo da Levoir, na primeira edição integral em língua portuguesa. Seis volumes com muitos episódios inéditos, incluindo a última versão, realizada por Eduardo Risso, cuja história se passa em 1972. Para os leitores de há 20, 30 anos, e para os de hoje, menos familiarizados com um dos anti-heróis mais populares da BD mundial, este regresso “em beleza” é, sem dúvida, além de merecida homenagem, o primeiro grande acontecimento editorial do ano de 2018. Absolutamente a não perder!

Torpedo 1936 estreou-se em Portugal no nº 2 d’O Mosquito (5ª série), que publicou nove episódios até ao nº 12 (e último), todos no preto-e-branco original. Após o fim da revista, em Janeiro de 1986, a Editorial Futura continuou a divulgar a criação de Abuli e Bernet numa colecção de álbuns de que saíram seis volumes, rapidamente esgotados. Torpedo só voltou ao contacto com os leitores portugueses dez anos depois, nas páginas da Selecções BD (2ª série), onde surgiram, pela primeira vez, alguns episódios a cores.

Curiosamente, a data que figura no título de Torpedo — assinalando a época em que decorrem as suas “façanhas” de pistoleiro a soldo — remonta ao mesmo ano em que nasceu a mais emblemática revista da BD portuguesa: O Mosquito (1ª série).

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2 thoughts on “TORPEDO, O POLICIAL “NEGRO” DE SÁNCHEZ ABULÍ E JORDI BERNET QUE DEIXOU SAUDADES

  1. Caro Amigo Jorge Magalhães
    Quero desejar-lhe muitos parabéns, e que este data se repita por muitos e bons anos. E que continue a proporcionar-nos, estes óptimos comentários e artigos sobre Banda Desenhada. Sou um grande admirador do meu amigo. Bem haja.

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  2. Caro Amigo Auros Faber,
    Muito obrigado pelos parabéns, mas deve ter sido induzido em erro por algo que leu, pois faço anos em 22 de Março. Quanto aos elogios, é extremamente gratificante para um autor, mesmo dos mais modestos (como é o meu caso), constatar que o seu trabalho na Banda Desenhada (que iniciei profissionalmente em 1974) ainda é recordado e apreciado por alguns, tantos anos depois. Aqui fica também o meu reconhecimento pelas suas palavras, que me incentivam a continuar por este caminho, sempre dedicado à velha paixão pela Banda Desenha (ou histórias aos quadradinhos, como se dizia nos meus tempos de menino e moço).
    Cordiais saudações,
    JM

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