E. T. COELHO E A PÁSCOA

Com esta ilustração da autoria de E.T. Coelho — cujo traço é perfeitamente reconhecível, apesar de estar longe da perfeição a que habituara os leitores d’O Mosquito —, O Pimpão, efémera revista juvenil criada em 18/10/1955, assinalou a Páscoa de 1956 e a sua penúltima semana de vida, pois extinguiu-se, para não mais ressuscitar, ao fim de 18 números.

Mas teve o mérito de publicar nas suas páginas, sob a direcção de Maria D. Nascimento da Silva, histórias ilustradas por artistas europeus de excelente craveira, como Calvo (Coquin e os Seus Amigos da Floresta), Jean Cézard (Yak, Caçador de Leões), Rino Albertarelli (Traição no Alto Mar), Harry Farrugia (Memórias do Inspector James), Patrick Nicolle (Os Cavaleiros da Távola Redonda), Mike Western (John Silveira, Piloto) e outros.

Foi também n’O Pimpão que Raul Correia (sob a capa do Avozinho) regressou, por breves semanas, às lides da literatura juvenil, depois de se ter despedido dos seus fiéis leitores em Fevereiro de 1953, no último número d’O Mosquito. E só ressuscitaria pela segunda vez — para ser alvo, como E.T. Coelho, Jesús Blasco e Vítor Péon, de merecida homenagem —, quando Roussado Pinto lançou o Jornal do Cuto, 15 anos depois.

Advertisements

2 thoughts on “E. T. COELHO E A PÁSCOA

  1. Compreendo o que quer dizer no último parágrafo do seu texto mas é preciso não esquecer que entre O Pimpão e o Jornal do Cuto, o Raúl Correia traduziu e condensou dezenas de livros, senão mesmo centenas, juvenis e não só. Por outro lado, nada publicou em nome próprio e esteve esse período todo afastado das revistas…

    Like

  2. Claro que tem razão… Estou absolutamente de acordo, até porque tenho procurado coleccionar esses livros traduzidos por Raul Correia para diversas editoras (nomeadamente a Agência Portuguesa de Revistas). Mas todo esse trabalho foi feito longe das vistas do público juvenil leitor de banda desenhada… embora não devamos esquecer outra das suas facetas, como (anónimo) tradutor de inúmeras histórias aos quadradinhos para o Mundo de Aventuras, Condor Popular, Ciclone, etc. Depois d’O Pimpão, o seu regresso, com o merecido destaque, ao galarim das revistas de BD só se verificou no Jornal do Cuto, graças à amizade de Roussado Pinto, para quem Raul Correia era um verdadeiro mestre.

    Like

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s