CURIOSIDADES E ANOMALIAS – 5

mosquito-62Aqui têm outro exemplo das trocas e erros de numeração que ocorriam com alguma frequência n’O Mosquito dos tempos heróicos, quando a sua tiragem não parava de crescer, na razão directa da popularidade conquis- tada, desde o primeiro número, entre o entusiástico público infanto-juvenil.

Embora fosse o principal responsável pela direcção gráfica e artística do jornal, António Cardoso Lopes (Tiotónio) não podia atender a tudo, sobretudo na época em que O Mosquito ainda não tinha oficinas próprias. Mas mesmo depois disso, embora a quali- dade de impressão tivesse melhorado bastante, os erros numéricos não acabaram, para arrelia dos tipógrafos e confusão dos leitores, sobretudo dos que já pensavam em coleccionar a revista.

Até Novembro de 1939, como já referimos noutro post desta rubrica, O Mosquito era impresso numa primitiva máquina da Litografia Castro, sita na Travessa das Pedras Negras, em Lisboa (onde funcionava também, para efeitos legais, a sua redacção e administração provisória) —, máquina essa que, aliás, mosquito-62-bisjá não era a mesma que tinha dado à estampa os seus primeiros números, com uma tiragem que orçava entre os 5.000 e os 7.500 exemplares semanais. Mas essa tiragem não tardou muito a atingir o dobro, obrigando a gráfica a utilizar outra máquina maior e mais rápida para não agravar os repetidos atrasos na periodicidade d’O Mosquito (que era, então, distribuído pela Empresa Nacional de Publicidade).

Admira-nos, por isso, que o erro que se detecta entre os nºs 62 e 63, aqui reproduzidos — com capas ilustradas pelo grande artista espanhol Arturo Moreno —, não tivesse acontecido mais cedo. A “gralha”, desta vez, foi apenas de numeração, estando as datas correctas. O que não serve de aviso para os coleccionadores, antigos e actuais, sobretudo para os menos atentos a estes pormenores, que correm o risco de omitir nas suas listas dois nºs 62, ficando assim sempre à espera que lhes apareça um nº 63 que, em teoria, não existe. Pelo menos, até alguém demonstrar o contrário, exibindo um exemplar correctamente datado e numerado… que poderá valer, para os interessados, o seu “peso em ouro”.

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