CANTINHO DE UM POETA – 21

Cantinho de um poeta 21 286

Eis um dos mais sugestivos poemas de Raul Correia que já apresentámos nesta rubrica, repassado da mesma pungente saudade e melancolia, e da mesma perfeita beleza, que tornaram inesquecíveis para toda uma geração os versos do Avozinho.

A lírica inspiração, a métrica rigorosa, o domínio dos temas e das emoções, mesmo quando parecem extravasar a própria forma, o tom íntimo e lamentoso e triste, mas também expansivo e alegre noutros momentos em que deixou o humor fluir a par das rimas mais sentidas, são as principais qualidades de um poeta que já se julgava fora do seu tempo, mesmo quando fazia versos que eram lidos e decorados com autêntica devoção pelos fiéis admiradores do mítico Avozinho d‘O Mosquito.

Ilustrado como habitualmente por José Batista (Jobat), este poema apareceu no Jornal do Cuto nº 76, de 16/12/1972, onde se anunciava a saída de um livro de Raul Correia intitulado “Meus Versos… Maus Versos” (!), assim que Jobat acabasse a capa.

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