NOS 80 ANOS DE “O MOSQUITO” (por F. Cardoso) – 2

A interrupção da publicação de “O Mosquito”, em 24 de Fevereiro de 1953, no n.º 1412, levou posteriormente outros “editores amadores” e, por fim, uma editora profissional a tentar ressuscitar este jornal infantil, mas sem qualquer sucesso.

Vamos, assim, debruçar-nos sobre essas várias tentativas de dar continuidade a um jornal que, nas décadas de 30 e 40 do passado século, foi um grande sucesso editorial no campo da imprensa infantil portuguesa.

José RuyA primeira tentativa ocorreu de 1960 a 1961, quando o desenhador José Ruy (1930), antigo colaborador deste jornal infantil, se associou ao jornalista desportivo Ezequiel Carradinha e no dia 16 de Novembro de 1960 lançaram o n.º 1 desta 2ª série de “O Mosquito”, domiciliada primeiro em Lisboa e depois na Amadora, parceria que durou até ao fascículo n.º 14, de 15 de Fevereiro de 1961.

A partir do fascículo n.º 15, ficou José Ruy sozinho à frente desta iniciativa editorial e até ao n.º 30, de 7 de Junho de 1961 (imagem mais à frente), dia em que esta revista interrompeu a sua publicação, ficando com as suas várias histórias por concluir.

Nesta 2ª série de “O Mosquito”, estas seguiam a linha das apresentadas na anterior 1ª série. Vejamos seguidamente as imagens do primeiro e do último fascículo da 2ª série deste jornal infantil, assim como do seu principal promotor.

Mosquito 1 e 30

Poucos meses depois, é feita nova tentativa “amadorística”, desta vez por António da Costa Ramos, um entusiasta de “O Mosquito”, residente no Algueirão, que lançou uma 3ª série deste jornal infantil, iniciada no dia 14 de Outubro de 1961 e que durou até ao n.º 4, datado de 22 de Novembro de 1961, dia em que interrompeu a sua publicação.

Nesta iniciativa editorial, cada fascículo apresentava uma pequena história completa de autor inglês e já publicada em “O Mosquito” inicial. Vejamos imagens dos seus primeiro e quarto fascículo, com capas desenhadas pelo próprio editor.

Cardoso - Mosquito n 1 e 2 costa ramos

Catorze anos depois, um novo entusiasta e saudosista de “O Mosquito”, Fernando de Andrade, residente em Lisboa e desenhador em ateliers de arquitectura, aventurou-se a lançar a 4ª série deste jornal infantil, no dia 31 de Dezembro de 1975, apresentando uma pequena história completa de distribuição da Agência Dias da Silva, de Lisboa, O Anão Diabólico”, tendo esta nova série ficado reduzida só àquele fascículo.

Vejamos a seguir as imagens da capa e da primeira página da história que publicou.

Nove anos depois, a Editorial Futura, instalada na Avenida 5 de Outubro, n.º 317 -1º, frente à antiga Feira Popular de Lisboa, resolveu publicar a 5ª série de “O Mosquito”, dirigida por José Chaves Ferreira e coordenada por Jorge Magalhães.

C. Ferreira e J. Magalhães

Saíram doze números, sendo o primeiro em Abril de 1984 e o último em Janeiro de 1986, mas com as histórias todas finalizadas. Esta última série apresentou aventuras modernas, tanto de autores estrangeiros como portugueses.

Veja-se as imagens do primeiro e do último número que foram publicados.

Mosquito 5ª serie 1 e 12

Com estas capas da 5ª série de “O Mosquito”, termina-se a evocação desta revista no ano do 80º aniversário do seu aparecimento.

[Nota à margem: Houve ainda quatro Almanaques, alusivos também a “O Mosquito”. publicados anualmente pela mesma editora entre Novembro de 1983 e Novembro de 1986. O que estava previsto para sair no ano seguinte foi suspenso à última hora – J.M.]

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