CANTINHO DE UM POETA – 15

Neste poema de Raul Correia, extraído do Jornal do Cuto nº 30, de 26 de Janeiro de 1972, com a habitual ilustração de Jobat (José Batista), transparece uma vez mais a simplicidade do seu estro poético, a métrica impecável dos seus versos e a vibrante emoção da mensagem que procurou sempre transmitir aos jovens — tanto os da geração d’O Mosquito como os que tomaram contacto mais tarde com um idealista e sábio mestre, em cuja lira os acordes plangentes do passado se misturavam com as notas mais suaves do presente.

Curiosamente, essa espécie de sintonia marcou também a obra poética que assinava com o pseudónimo de Avozinho. Ainda relativamente jovem quando nasceu O Mosquito — tal como António Cardoso Lopes Jr. (Tiotónio), seu companheiro de jornada na grande aventura que ambos tinham sonhado —, Raul Correia escondia essa idade sob a aparência de um mestre mais maduro (já cheio de cãs) que, apesar do seu sigilo, era venerado pela maneira como se dirigia aos mais novos, ensinando-os a respeitar as lições do passado sem ignorar as do presente. E, por isso, a “sombra” do Avozinho acompanhou-o até ao fim da sua vida…

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