O CASO DO MOSQUITO MACABRO

E.S. GardnerTranquilizem-se, caros leitores apoiantes do “insecto” mais simpático do mundo — como símbolo de uma emblemática revista infanto- -juvenil —, porque não se trata de nenhuma transformação grotesca, resultante de mani- pulações genéticas, como aquelas que fizeram estremecer os espectadores do filme A Mosca, nem de um abjecto disfarce usado por um desses vilões que pululam nas histórias de terror.

Nada disso… Este é apenas um dos muitos exemplos da popularidade e da reputação mundial do nome mosquito, que também encontramos na literatura, fazendo honrosa companhia a outras figuras que recheiam o seu vasto universo.

O Mosquito MacabroNo caso em apreço, o “mosquito macabro” é uma mera figura de estilo, não um interveniente que tenha influência directa no desfecho da acção. Estamos a referir-nos, como é óbvio, ao título de um livro policial saído da mente do famoso escritor Erle Stanley Gardner (na foto supra), a quem se deve a criação de um dos mais carismáticos personagens deste género de literatura, um dos maiores investi- gadores de todos os tempos, o único que, de facto, pode rivalizar com a “sagrada trindade”: Hercule Poirot, Nero Wolfe e Sherlock Holmes.

Como já adivinharam, trata-se de Perry Mason, o homem cujas “células cinzentas” nunca param de trabalhar e que na barra dos tribunais — pois a sua verdadeira profissão é a de advogado — espanta sempre toda a gente com a implacável retórica da sua lógica dedutiva, a que nenhum culpado consegue resistir. Claro que Perry Mason não age sozinho, contando com o apoio de dois preciosos auxiliares: a sua secretária Della Street e o detective Paul Drake.

Perry Mason abriu as portas da fama a E. S. Gardner, que durante a sua carreira escreveu, sob vários pseudónimos, cerca de 130 novelas policiais, a maioria delas protagonizadas pelo pertinaz e clarividente homem de leis, cuja divisa é “todo o crime tem solução”.

Raymond Burr como Perry Mason na série de TVTalvez seja assim na chamada literatura de mistério, mas nem sempre isso acontece na vida real…

Voltando ao nosso “mosquito macabro”, que em inglês tem um nome mais melódico (talvez, até, enternecedor): “drowsy mosquito”, isto é, “mosquito sonolento” — particularidade curiosa que o distingue dos indesejáveis insectos da sua espécie, comummente odiados por causa do “vampiresco” instinto de sugarem o sangue de outros seres vivos —, importa assinalar que o livro a que deu o título foi publicado no nº 128 da afamada Colecção Vampiro, com tradução de Mascarenhas Barreto e capa de Lima de Freitas. Uma leitura que recomendamos a todos os apreciadores de bons romances policiais, com a assinatura, neste caso, de um dos maiores mestres do género.

E cá estaremos, em breve, com outro pitoresco exemplo da popularidade do nome mosquito.

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