CANTINHO DE UM POETA – 7

Cantinho de um poeta 7   029

Poema de celebração da Primavera publicado no Jornal do Cuto nº 40, de 5 de Abril de 1972, com ilustração de Jobat (José Baptista). Seguidamente, podem ler a 5ª e última parte do artigo de Raul Correia “De Como Nasceu e Viveu O Mosquito”, reproduzida do Jornal do Cuto nº 24, de 15 de Dezembro de 1971.

Nona arte 9

Nota: no capítulo anterior, Raul Correia cometeu outros erros de memória (que ele próprio humildemente admitia), como o de atribuir ao desenhador espanhol C. Arnal a autoria do álbum “Ponto Negro, Cavaleiro Andante”, editado pel’O Mosquito no Natal de 1937. A verdadeira autoria dessa obra pertence a outro artista espanhol, Arturo Moreno, que, aliás, também esteve presente em muitas páginas da revista, cabendo-lhe a honrosa distinção de ter criado uma das séries mais aplaudidas nos seus primeiros números: as mirabolantes aventuras do grumete Mick, do velho Mock e do cão Muck.

Também por lapso de memória, Raul Correia não aludiu a outro magnífico álbum publicado pelas Edições O Mosquito, que Arnal se encarregou igualmente de ilustrar: “Viagem Extraordinária do Cão Top”, que chegou às bancas em finais de 1939 e foi coroado de estrondoso êxito como os anteriores.

Também se enganou, mais uma vez, ao considerar que a Colecção de Aventuras, nascida em 1940 e que durou 130 números, teve uma vida mais curta do que o Mosquito Magazine, revista de formato mais pequeno e com um sumário tipo almanaque, que “tinha de tudo um pouco”, mas não passou da meia centena de números.

Nenhum dos lapsos de Raul Correia, que o tempo decorrido justifica plenamente, invalida o mérito e o inegável interesse deste artigo, onde muitos factos pitorescos relacionados com a vida d’O Mosquito e com a carreira do seu director literário — que ficaria para sempre ligado ao nome de um mítico Avozinho — chegaram pela primeira vez ao conhecimento do público.

E tal como ele escreveu no final do artigo, ao evocar a figura de Charlot num dos seus mais belos filmes, “O Circo”, a memória d’O Mosquito não acabou… «como não acabam, nunca mais, os vagabundos, as ilusões e os sonhos»!

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