BOLETIM – O FANZINE DO CPBD

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RELENDO UM NÚMERO DO BOLETIM,

O FANZINE PORTUGUÊS

HÁ MAIS TEMPO EM PUBLICAÇÃO

Embora tenha passado por Boletim do clube801 muitas e atribuladas fases, o CPBD (Clube Português de Banda Desenhada) ainda mantém o seu espírito associativo, continuando a promover reuniões entre um grupo de sócios mais assíduos e a publicar um fanzine com o título Boletim do CPBD, que em cada número aborda geralmente temas diferentes. Por vezes, o desenvolvimento desses temas obriga a estender a sua publicação por dois ou três números, como é o caso da edição #135, datada de Janeiro de 2013, com um sumário aliciante e ilustrado a preceito.

A coordenação e o arranjo gráfico, como habitualmente, são de Paulo Duarte e a responsabilidade e escolha dos textos coube a Américo Coelho, que tem sido, nos últimos números, um dos mais regulares colaboradores do Boletim, com longos e exaustivos trabalhos de investigação que suscitam sempre o interesse dos leitores pelo meticuloso esforço de pesquisa, informação e análise.

Neste número, Américo Coelho debruça-se sobre um dos temas que mais o apaixonam, ou seja, o vasto e rico historial da revista O Mosquito, nas suas diversas fases e séries, enquadrado num panorama comemorativo dos 77 anos do seu nascimento.

Chegado às bancas em 14 de Janeiro de 1936, O Mosquito foi lido e apreciado por milhares de leitores de palmo e meio — que encontraram nas suas páginas um espírito lúdico e formativo, uma fonte de divertimento e emoção —, tornando-se um caso ímpar de popularidade e prestígio nos anais da imprensa infanto-juvenil portuguesa, a tal ponto que a sua memória ainda hoje permanece viva, conseguindo criar entre antigos leitores e novos simpatizantes laços de amizade e camaradagem que aproximam gerações e esbatem, como no passado, diferenças sociais e culturais.

Mosquito do Ruy n 1Foram esse espírito e essa memória, frutos da acção exemplar e do saber profissional de dois homens verdadeiramente apaixonados pelo seu ofício, António Cardoso Lopes Jr. e Raul Correia, que contagiaram José Ruy (aliás, ele próprio ligado desde muito novo a O Mosquito e ao jornalismo infanto-juvenil), impelindo-o a lançar em 16/11/1960, de parceria com o jornalista Ezequiel Carradinha, uma nova série em que — a par da nostálgica evocação do seu ilustre antepassado, expressa numa fidelidade quase total aos modelos que este propagara engenhosamente  entre a juventude — vibrava o desejo de recuperar algumas réstias da aura mítica associada ao seu triunfal percurso durante o período de maior expansão. 

E assim, reeditando ou revivendo heróis que não tinham caído no esquecimento, como Rob the Rover, Capitão Meia-Noite, Zé Pacóvio e Grilinho, Rudy Carter, James Donald e outros, a 2ª série d’O Mosquito começou a fazer o seu caminho. Mas os tempos tinham mudado, afectando o desenvolvimento social e econó- mico, encarecendo o custo de muitos bens de consumo, provocando desemprego.

A própria guerra do Ultramar, que se desencadeou nessa altura, contribuiu (com o alistamento de muitos jovens) para o fracasso comercial do projecto, mesmo depois da entrada de Roussado Pinto, profissional experiente e amigo de longa data de José Ruy, para o lugar de coordenador, quando Carradinha abandonou a revista.

Mosquito  n 11É essa 2ª série, composta por 30 números — cuja raridade, hoje em dia, os torna ainda mais valiosos para os coleccionadores —, que Américo Coelho analisa metodicamente no seu trabalho, recordando o papel dos dois directores e fundadores d’O Mosquito, mas também de José Ruy, na evolução do jorna- lismo infanto-juvenil, ao qual todos dedicaram muitos anos da sua vida.

O Voo d’O Mosquito recomenda vivamente aos seus amigos a leitura deste número do Boletim, com a primeira parte do exaustivo dossier de Américo Coelho dedicado a um dos principais herdeiros d’O Mosquito, a emble- mática revista cujo nome resistiu à passagem do tempo, enraizando-se solidamente no ima- ginário colectivo de várias gerações.

A fechar a edição, com 76 páginas, pode ler-se ainda um episódio integral da série inglesa “Capitão Fantasma, o Homem dos Mil Disfarces” (Captain Phantom, the World War II Master Spy), desenhado por Mike Western, e que ficou incompleto n’O Mosquito (2ª série).

capitão fantasma1 e 2

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